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terça-feira, 28 de fevereiro de 2012

Cachorros brincando com cães adultos

(English version above)

É muito importante que, durante o seu crescimento, os cachorros se habituem a lidar quer com pessoas quer com outros cães que não a sua mãe. É desta forma que aprendem os códigos de conduta próprios da sua espécie, que aprendem a relacionar-se e a comunicar com outros cães. Se forem privados destas experiências, quando forem mais velhos poderão vir a ter dificuldades em lidar com outros cães que encontrem ao longo da sua vida, o que pode mesmo levar a eventuais agressões devidas a desentendimentos por problemas de comunicação.

Pode ver aqui um artigo que escrevi para a revista “Cães e Companhia” sobre o desenvolvimento comportamental dos cães desde o nascimento até à idade adulta:



Em nossa casa, os nossos cachorros são primeiro apresentados aos outros cães da sua raça/tipo morfológico. Inicialmente apenas interactuam com os adultos um a um. Depois, à medida que vou avaliando o comportamento quer dos cachorros quer dos adultos, irão brincando com cada vez mais cães. Neste vídeo, os cachorros, com 7 semanas, estão a brincar com a maioria dos nossos Teckels e Drevers adultos. Naturalmente, isto apenas aconteceu depois de várias semanas a apresentar os cachorros aos adultos.



Depois de os cachorros estarem à vontade com os cães do seu tipo e porte, começo a apresentá-los aos cães de tamanho e comportamento diferente.
Neste vídeo, os cachorros estão a conhecer alguns dos nossos Barbados da Terceira.
Uma das vantagens de termos cães de raças diferentes, com características físicas e comportamentais distintas, é que os nossos cachorros aprendem desde cedo a relacionar-se com diferentes tipos de cães, aprendendo as diferenças de comportamento e comunicação associadas a diferentes morfologias e funcionalidades.



ATENÇÃO: Não recomendo a qualquer pessoa que coloque vários cães adultos e cachorros juntos. Apenas pondere fazê-lo se conhecer muito bem o comportamento de cada um quer com os cachorros quer com os outros cães e se tiver excelentes conhecimentos de comportamento canino e de interpretação de linguagem corporal (de forma a poder aperceber-se de qualquer problema antes que escale). Naturalmente, mesmo assim, apenas deverá fazê-lo se puder estar vigiar adequadamente os cães. Facilmente uma brincadeira poderá levar a um aumentar do nível de excitação dos cães de forma a que possam inadvertidamente magoar um cachorro. O próprio comportamento dos cachorros, diferente do dos adultos, pode levar a um despoletar do instinto predatório o que, associado ao comportamento de matilha por estarem vários cães juntos, pode levar a que haja danos sérios aos cachorros se não houver uma supervisão estrita por parte de uma pessoa experiente! 


E quanto a si, o que faz para tentar assegurar que o seu cão se entende com quem se encontra na rua?

domingo, 24 de abril de 2011

Nova actualização sobre o Kikko

(English version above)

Há muito tempo que não passo por aqui, porque tenho andado super-ocupada nos meus empregos. Entretanto, já tive quem me perguntasse como andava o Kikko, pelo que achei que realmente já ia sendo tempo de fazer uma actualização…

Sabem aquele provérbio “só damos valor às coisas quando deixamos de as ter”? Neste caso é mais ao contrário, mas a ideia geral também se aplica.
Nos últimos 2 meses não tenho tido tempo para me dedicar a trabalhar com os meus cães como gostaria, acabando por nem fazer uma grande dessensibilização ao barulho do carro. No entanto, a pergunta sobre o ponto da situação pôs-me a pensar, sobretudo no que se tem passado nas últimas duas semanas… E apercebi-me que cada vez mais frequentemente, quando chego a casa, penso que o Kikko “morreu” ;), pois estaciono o carro e entro em casa sem ser presenteada com um coro de latidos desenfreados, ou com cada vez menos latidos e, sobretudo, mais controlados. Apercebi-me também que, neste mesmo espaço de tempo, ele anda muito mais controlado à trela, quando vai para o parque de recreio. Em vez de continuar a tentar “levantar voo”, quando a trela estica na coleira, anda a conseguir controlar-se e não ir a puxar – o que é bastante o meu braço agradece! E na hora de voltar para casa, já não se põe a comer erva como se fosse o digno representante de uma manada de vacas e não houvesse amanhã!
Ou seja, de uma forma geral, noto no Kikko um muito maior auto-controlo do que o que tinha antes!
(Pronto, ok, este fim-de-semana estão a haver alguns retrocessos, mas a minha mãe está a passar cá a Páscoa, pelo que tenho esperanças que sejam devidos ao entusiasmo do Kikko em a ter cá, e não uma situação de dois passos em frente, um atrás.)
Há pouco mais de uma semana, os latidos passaram por uma fase que parecia totalmente descontrolada, sendo mesmo difícil fazê-lo calar-se (normalmente basta-me simplesmente dar essa ordem). Porém, desde então tem havido dias em que nem sequer ladra! Ou seja, parece-me (ou seria melhor dizer espero?) que estamos a começar a caminhar para a extinção dos latidos associados à ansiedade…

Um macho Teckel grande à esquerda e uma fêmea Drever pequena à direita
Tendo criado uma ninhada de Teckels e uma de Drevers (cães com basicamente o mesmo tipo morfológico e funções similares) com 15 dias de diferença de idade, foi possível fazer algumas comparações interessantes. Eu sei que é uma amostra muito pequena, mas também não há mais Drevers nesta ponta da Europa para comparar… mas parece-me, essencialmente, que em cachorros os Drevers tendem a ser mais imaturos que os Teckels, demorando mais tempo a desenvolver certos hábitos. Têm maior dificuldade em exercer auto-controlo, demoram muito tempo a aprender a não sujar em casa… mas em contrapartida também são muito mais “macios” que os Teckels, com menos problemas de convivência entre eles e uns eternos doces! :)

Nas minhas fêmeas Drever tenho notado que, após o primeiro cio, o seu carácter muda significativamente, ficam bastante mais extrovertidas, menos tímidas, mais “senhorinhas”. A última das irmãs do Kikko está neste momento em cio, pelo que isto poderá ser uma indicação que ele está também a começar a alcançar a maturidade. Finalmente! ;) 

(Não faz ideia do que é que estou a falar? Isso resolve-se falcimente - veja a primeira parte da série, a segunda parte da série e  a terceira parte da série)

quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011

Alguns dos meus cães // Some of my dogs

Este é um slideshow de alguns dos meus cães feito por uma amiga há algum tempo. É uma boa altura para o recordar! :)

This is a slideshow of some of my dogs made by a friend sometime ago. It's a nice time to remember it! :)



terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

Pegadas no coração

(English version above)

Tal como acontece com as pessoas, alguns cães vêm e vão, e outros deixam uma marca permanente no nosso coração. Ao longo dos vários cães que tenho tido, com que trabalhei ou que vivi, tenho a sorte de ter tido não um, mas 3 a quem posso chamar “o cão da minha vida”, cães com os quais, por diferentes circunstâncias, criei uma relação particularmente especial, e vice-versa. Com alguém uma vez disse… Vai-se tornando mais fácil, não se vai tornando melhor!...


(E para quem acha que um criador apenas gosta dos cães que dão bons resultados em exposições ou na criação… O Top foi um cão recolhido da rua; o Nikko veio de um criador pouco recomendável, sem papéis, tinha um pelo incorrecto, um carácter que deixava muito a desejar e nunca criou; e o Leão nem sequer era meu! Os criadores também são pessoas!)


Top


O Top foi o meu primeiro cão. Como costumava dizer, era um "90% Teckel de Pêlo Curto" - demasiado parecido com um Teckel para ser um rafeiro ou um cruzado, demasiado mau para ser um cão puro! ;)
Encontrado na rua a 27 de Dezembro de 1985, ninguém o reclamou, apesar dos nossos esforços em encontrar os seus donos, pelo que acabou por ficar connosco. Entrou na minha vida numa fase complicada da minha família, e acompanhou-me durante a fase mais importante do meu crescimento. E influenciou de forma decisiva a minha vida pessoal e profissional. Foi graças a ele que adquiri a minha paixão por cães, que escolhi a profissão que escolhi (bem, depois de decidir que não tinha estômago para veterinária), que escolhi a "minha" raça - o Teckel é e será sempre a minha primeira e última raça.
Foi possivelmente um dos cães mais famosos de Oeiras, onde cresci, numa altura em que os cães ainda podiam andar à solta na rua. Aliás, lá eu era conhecida como "a filha da professora Margarida", "a irmã da Paula" ou... "a dona do Top" :)
E apesar de ter morrido há tanto tempo, o vazio que existe no meu coração ainda é grande...

Nikko

 
Se o Top me acompanhou naquela que considero a fase mais importante do meu crescimento, o Nikko acompanhou-me na minha entrada na vida adulta... Foi a minha companhia em 4 casas diferentes, partilhou comigo os melhores e os piores momentos da minha vida, foi com ele que descobri o prazer de treinar cães e as diferenças de motivação causadas por diferentes métodos de treino. Quando queria, sabia ser uma peste, e resmungar quando não lhe apetecia algo (sobretudo depois de ter sido atropelado e partido a anca), mas cedo aprendeu a consolar-me quando estava em baixo - era difícil estar triste muito tempo com as macacadas dele! Até ao fim, foi um eterno cachorro, e nada lhe dava maior prazer do que brincar com bolas, de todos os tamanhos possíveis.
Partiste demasiado cedo Nikko...

Leão


Só conheci o Leão em adulto, ou melhor, a sair da adolescência, com 1.5 anos, quando foi retomado pelo seu criador. Ele veio desconfiado com as pessoas e com medo de homens, e durante cerca de um ano eu era virtualmente a única pessoa com quem ele era capaz de estar relaxado. O que contribuiu para criarmos uma relação muito especial, era o tipo de cão que sabia o que eu queria e sentia, reagindo de forma adequada, sem lhe dizer nada. Ensinou-me muito sobre a relação entre pessoas e cães, e sobre comportamento entre cães. Era o cão que levávamos para as escolas e TV em acções de divulgação, andando à solta no meio de crianças, e o mesmo cão era um guarda incorruptível da quinta. Era o cão capaz de andar juntamente com vários outros cães, machos e fêmeas, adultos e juvenis, sem problemas, capaz de disciplinar os jovens sem precisar de recorrer a agressividade – quem não soubesse o que estava a ver, apenas via cães a brincar, quem soubesse, via ali todos os sinais de disciplina no grau necessário e nada mais do que isso.
Mas acima de tudo, e apesar do dono ser outro, ambos sabíamos que era o “meu” cão…

Problemas por separação - actualização

(English version above)

Há bastante tempo que não dou novidades, em grande parte devido a um excesso de trabalho a nível profissional. Vamos então fazer um ponto da situação quanto os problemas de separação com que tenho andando a lidar…

A maioria dos problemas do Kikko tornou-se bastante manejável ao longo do tempo, à medida que se foi acomodando à sua nova vida. A maioria do ladrar por ansiedade acabou, tipicamente já só ladra nas situações normais – como ver gente estranha ou tractores a passar em frente a casa. Já pouco puxa na trela, mesmo sem o halti, apesar de o fazer quando está excitado. Na caixa, apesar de não estar totalmente relaxado durante o dia, fica sossegado nas situações normais, como quando é fechado à noite para dormir. O principal problema que ainda persiste – o ladrar ansioso (e barulhento!) quando me sente a chegar a casa depois de ter saído durante algumas horas.

Há cerca de 2 meses, comecei a aperceber-me (e foi-me corroborado pela vizinha) que os cães se punham a ladrar e uivar quando eu saía de casa para ir à cidade (algo que não ocorre todos os dias, vantagens de se trabalhar em casa uma boa parte do tempo). Pessoalmente, é uma situação que não considero particularmente problemática (afinal, vários cães juntos tendem a ladrar mais facilmente), mas de forma a evitar potenciais problemas com os vizinhos, seria necessário fazer algo a esse respeito. Mas, tendo vários cães, para determinar que acção deveria tomar, precisava primeiro de saber quem era o culpado pelo barulho – uivar é um acto social, em que vários cães se juntam quando um inicia o acto, logo é importante saber quem começa a fazer barulho para saber com quem e como terei de agir. Ora, o facto de eles só fazerem barulho quando eu saio e não fica ninguém em casa (se ficar alguém em casa, não fazem barulho), torna complicado avaliar a situação. A única opção – filmar os cães! Não tenho nenhuma câmara de vídeo, mas felizmente a máquina fotográfica permite gravar pequenos vídeos. Infelizmente estão limitados a 10 minutos de duração, mas pela minha impressão e comentários da vizinha, os cães começavam a fazer barulho quase logo a eu sair, e apenas durante um par de minutos, pelo que esta duração deveria ser o suficiente. Primeiro, apontei a câmara ao suspeito mais provável – o Kikko, que ainda estava em fase de adaptação, era o cão mais ansioso e o menos habituado a estar em caixa (todos os cães que tenho em casa estão habituados a ficar fechados nas suas transportadoras quando tenho que ir a algum lado durante períodos relativamente curtos). Ora, qual não foi a minha surpresa quando regresso a casa e visiono o vídeo – 10 minutos em que o cão, apesar de não estar totalmente relaxado, está calado e chega mesmo a deitar-se para dormir perto do fim da filmagem! Hmmm… ok, então temos outro culpado não antecipado (mas não de todo inesperado) … Na vez seguinte, aponto então a câmara ao suspeito nº 2 – o Pinhão. Apesar de o Pinhão estar habituado a estar na sua caixa (aliás, frequentemente prefere ir dormir e relaxar para lá que estar com os outros cães), o seu nível de ansiedade aumentou desde que o Kikko voltou para cá – provavelmente por uma conjugação da ansiedade do Kikko com o meu excesso de atenção para com ele, inadvertidamente prestando menos atenção aos outros, quebrando as suas rotinas, essenciais para ele encontrar alguma estabilidade e relaxar (O Pinhão é um cão muito ansioso, apesar de ter feito enormes progressos desde que está comigo). Portanto, filmei o Pinhão e voilá, o “culpado” estava encontrado. Efectivamente, era o Pinhão a começar com gemidos e uivo. Ao longo de filmagens subsequentes, apercebi-me que tinha tido bastante “sorte” quando filmei o Kikko da primeira vez, pois na realidade quer o Pinhão quer o Kikko são os iniciadores dos gemidos e uivos. E começando eles a uivar, os restantes seguem-se – apercebi-me que os Drevers adoram uivar, e os Teckels não ficam muito atrás, embora sejam mais fáceis de calar! ;) Curiosamente, normalmente os Barbados da Terceira não se juntavam ao coro.
Ora bem… então já sabia então quem começava a fazer barulho quando eu saia… agora, como lidar com isso? Primeiro, pensei em arranjar Kongs para todos, não apenas para o Kikko como tinha até então. Porém, isto não funcionou com o Pinhão, o problema dele não era o aborrecimento, além de ele não ser particularmente motivado por comida (nem mesmo ossos de roer).
A ideia número 2 foi por a caixa do Pinhão e do Kikko lado a lado. O Pinhão e o Kikko tornaram-se os melhores amigos, pelo que pensei que talvez o problema fosse ansiedade por não estarem juntos (apesar de à noite não o estarem e não haver problemas). Isso também não resolveu, o barulho continuou…
Soltá-los para passearem e fazerem as necessidades no quintal antes de sair também não ajudou…
Entretanto, lembrei-me de uma coisa que, não resolvendo o problema de base, poderia tornar a situação manejável… A minha Drever mais velha, a Lupi, é a cadela que mais facilmente se põe a uivar – quando ouve outros cães a gemer, quando ouve sirenes na estrada, quando ouve barulhos diferentes e prolongados... Costumo pô-la a dormir dentro de casa, mas quando saio durante o dia ela fica na garagem com outros cães. Ora, quando o Pinhão e/ou o Kikko começam a gemer quando saio, a primeira a começar a uivar é a Lupi, e os restantes cães começam a uivar depois dela. Portanto, se conseguisse evitar que ela começasse a uivar, à partida já não teria o “concerto” habitual. Portanto, quando vou sair, comecei a trazer a Lupi para casa e para a sua caixa, ao pé das dos restantes cães de casa. Bom resultado! O Pinhão e o Kikko ainda fazem barulho, mas como a Lupi está ao pé deles, já não se põe a uivar, pelo que o resto dos canitos também não. Ok, não tenho a causa última resolvida, mas tenho o problema com os vizinhos manejado enquanto procuro uma solução melhor!
Adicionalmente, comecei também a alterar as minhas rotinas de saída de casa. Normalmente seguia uma sequência previsível – fechar os cães da rua e a porta da garagem, soltar os cães de casa no quintal enquanto mudo de roupa, colocar o computador portátil na mochila, fechar os cães de casa, pegar nas chaves e sair. Agora ando a alterar essa ordem, por exemplo, mudar de roupa e fazer outras coisas, soltá-los (ou não) e continuar a vidinha normal sem os fechar, etc., para tentar quebrar a associação da rotina fixa com a saída. Entretanto, há poucos dias passei uns dias sem carro, enquanto estava na oficina a ser arranjado. E isso permitiu-me identificar uma situação de que não me tinha apercebido – quando seguia as minhas rotinas normais para sair de casa, mas indo de autocarro em vez de carro, os cães não faziam barulho! E quando voltava para casa de autocarro, o Kikko não se punha a ladrar tão rapidamente e tão alto, só quando estava mesmo a entrar em casa. Ou seja, aparentemente o principal iniciador do barulho não era o facto de eu sair em si, mas sim o barulho do carro. Óptimo! Finalmente identifiquei (espero eu!) o factor que inicia a ansiedade no Pinhão e no Kikko quando saio. E se for efectivamente o carro, penso que será uma situação relativamente fácil de dessensibilizar – deverá ser suficiente ir ligando e desligando o carro em diferentes alturas, sem necessariamente sair, sair e regressar logo, etc.

Agora é esperar pelas “cenas dos próximos capítulos” para ver se efectivamente se controla o problema assim ou não…

(Se chegou agora a este post e não faz ideia do que estou a falar, veja a primeira parte da série e a segunda parte da série)

segunda-feira, 4 de outubro de 2010

Atlas of the Dachshund Brain ;)

Encontrei isto no site Dachshund and Dog Art by Terry Pond, e é tão verdadeiro no que diz respeito aos Teckels! :)

I found this at Dachshund and Dog Art by Terry Pond’s Website, and it is so true for Dachshunds! :)


(O desenho está disponível para compra no site / The image is available for purchase at the website)