(Englosh version above)
(Este artigo foi inicialmente publicado, ligeiramente modificado, na revista Cães e Companhia nº 175, Dezembro 2011)
O Natal é tradicionalmente uma época de paz, alegria e… cachorros como presente?
Será que é boa ideia oferecer um ser vivo em épocas festivas, sobretudo quando é uma surpresa para quem o irá receber? Este texto procura abordar algumas questões relativas à aquisição de um cachorro, sob um ponto de vista talvez um pouco menos tradicional.
Há criadores e criadores
Todos nós reconhecemos que os médicos não são todos iguais, uns são melhores e mais eficientes no seu trabalho e outros piores. Também sabemos que há bons e maus mecânicos, canalizadores que conhecem o seu trabalho a fundo e outros que só andam a “tapar buracos”, etc. No entanto, no colectivo popular os criadores de cães parecem estar todos “enfiados no mesmo saco”; há uma tendência para se pensar que todos só querem criar o máximo de animais ao menor custo para tirar o máximo de lucro ao longo da vida das pobres das cadelas. Mas quem se dedica à criação de cães pode fazê-lo por uma variedade de razões, que indubitavelmente irão afectar o resultado final.
Incontestavelmente, há criadores que efectivamente se dedicam a criar cães com o objectivo claro de ganhar dinheiro, em que procuram maximizam a vida reprodutiva dos seus animais (independentemente da sua saúde, património genético ou qualidade) ao menor custo possível, de forma a maximizar a sua margem de lucro. São criadores que não se preocupam com o destino final dos seus cachorros, desde que sejam vendidos, e que aproveitam ao máximo a compra por impulso – como o cachorro tão querido na montra de uma loja de animais num centro comercial -, evitando que o potencial comprador veja os cachorros e os seus restantes exemplares no ambiente em que vivem normalmente. São os chamados “puppy mills” ou “fábricas de cachorros”. Em Portugal serão uma minoria dos casos, mas a fonte mais frequente dos cachorros vendidos em lojas.
A grande maioria dos cães criados provêm de “simples” donos de fêmeas em idade reprodutiva, pessoas que, sem terem necessariamente intenções de lucro, fazem criação por uma grande variedade de razões (desculpas?) – porque querem ter um filho da sua cadelinha tão linda, porque ainda está enraizada a ideia que todas as cadelas devem ter pelo menos uma ninhada na vida (ou que todos os cães devem cruzar pelo menos uma vez), porque têm um cão de raça pura e como tal devem criar, quanto mais não seja para “recuperarem” o dinheiro que gastaram nele, porque as crianças devem poder ver o “milagre do nascimento”, porque não controlaram a sua cadela no cio e ela acasalou com um cão, etc., etc. São pessoas normalmente bem-intencionadas, ou pelo contrário sem quaisquer cuidados com o maneio reprodutivo das suas fêmeas não castradas, que se limitam a juntar uma cadela com um cão, sem grandes preocupações com o que estão a produzir ou o destino ou saúde dos cachorros nascidos, desde que sejam entregues a quem “prometa estimar”. Em muitos casos, os cachorros são dados ou vendidos a baixo preço, logo após o desmame, enquanto ainda estão fase “fofinha”, sem cuidados sanitários (vacinas, desparasitações) de forma a não terem gastos com eles. Este tipo de criadores são frequentemente designados por “backyard breeders” (literalmente, “criadores de fundo de quintal”).
Finalmente há também os verdadeiros Criadores, aqueles efectivamente dignos desse nome, com “C” maiúsculo – os que criam com um objectivo definido, que se preocupam em melhorar a qualidade morfológica e funcional da raça, que se preocupam em reduzir a incidência de problemas a nível de saúde, genético e/ou comportamento que possam existir na raça. São pessoas que procuram conhecer ao máximo a sua raça e os exemplares existentes, de forma a procurar a melhor combinação possível para atingirem os seus objectivos, mesmo que seja necessário recorrer a animais que não os seus próprios. São pessoas que antes de criar procuram aferir a qualidade dos seus exemplares, que fazem despistes de saúde e genéticos para minimizar o risco de transmissão de problemas à descendência; que fazem um controlo reprodutivo das suas fêmeas, respeitando períodos de repouso e recuperação entre ninhadas, e planeiam antecipadamente as ninhadas. E são pessoas que avaliam os potenciais interessados em adquirir um dos seus cachorros, de forma a tentarem aferir se são compatíveis com a raça e personalidade de cada um dos animais criados (e recusam a venda a alguns interessados, se necessário), que procuram acompanhar o desenvolvimento de cada exemplar nas suas novas casas, estando disponíveis em qualquer altura para dar apoio aos donos, retomando ou ajudando a encontrar um novo lar, se necessário, qualquer exemplar por si criado em qualquer altura da sua vida. Serão talvez uma minoria no mar de produtores de cachorros, mas são estes os criadores que este artigo irá abordar prioritariamente.
Qual o preço do cachorro?
Esta é a pergunta mais frequente que um criador ouve. É frequentemente a única pergunta que o criador ouve. Que a pergunta ocorra é óbvio e é de facto um factor a ponderar na aquisição de um cão. Mas que seja a única? Ou efectivamente a mais importante?
Quando pretende adquirir um carro novo, não entra no primeiro stand que vê e diz ao vendedor “Quero um carro azul. Quanto custa?”, pois não? Irá decidir que tipo de veículo necessita, comparar as características técnicas dos automóveis de várias marcas dentro da gama que pretende, e só depois de ter ideia do que quer irá comparar os preços para as marcas e modelos pré-seleccionados, e em vários stands, certo? No entanto, quando se pretende adquirir um ser vivo que irá ser parte integrante da nossa vida durante 10 a 15 anos, a maior parte das pessoas apenas parece preocupar-se com o preço, sem procurar conhecer as “características técnicas” do animal. Tal como os criadores não são todos iguais, o potencial de cada cachorro, e os cuidados que lhe foram prestados, variam.
Nos numerosos sites de anúncios grátis existentes na net, é comum encontrar cachorros à venda por valores irrisórios. Quando se pergunta a um criador sério quanto custa um cachorro da mesma raça, obter-se-á um valor nitidamente superior. Porquê a diferença? Há razão para comprar um cachorro mais caro quando se encontram mais baratos? Sim! E há motivos quer a curto quer a longo prazo. Criar um cachorro adequadamente, de forma a dar-lhe o melhor início de vida possível, não é barato. Há que considerar a ração de boa qualidade e adequada à idade e estado fisiológico que deve ser dada à mãe e às crias após o desmame, os suplementos (vitaminas, minerais) quando necessários, as desparasitações regulares e frequentes que devem ser feitas a cada um dos bebés e à mãe, as vacinas, os brinquedos para estimulação física e mental… isto sem sequer contabilizar o tempo despendido pelo criador a assegurar-se que o parto corre da melhor forma, que os cachorros mamam adequadamente, a socializa-los e habituá-los a várias situações que irão encontrar na sua vida futura, etc..
Claro que se pode ver aqui várias formas de poupar dinheiro e vender cães baratos – com uma ração de baixa qualidade, que não cobre adequadamente as necessidades especais dos animais nesta fase, não efectuando vacinas e desparasitações, vendendo os cachorros logo após o desmame, para não incorrer nos gastos da sua alimentação, etc.… Naturalmente, isto tem consequências a nível da saúde actual e futura do cachorro. Enquanto está a mamar, a cria recebe anti-corpos da sua mãe através do leite, mas no desmame essa protecção termina, apenas sendo recuperada com uma vacinação adequada. Se o cachorro mudar de família logo após o desmame, isso irá ocorrer numa situação em que as suas defesas estão significativamente reduzidas, pelo que tem um risco aumentado de contrair doenças na sua nova casa, um ambiente novo potencialmente com riscos que não existiam no local onde nasceu. Algumas doenças adquiridas nesta idade são fatais ou deixam sequelas para o resto da vida!
A longo prazo, também a nível comportamental é um risco adquirir um cachorro de tão tenra idade. Ao longo do crescimento do cachorro, ele passa por diferentes fases de desenvolvimento não só físico como psicológico. Entre as 3 e as 12 semanas, ocorre o que é designado como “período de socialização”, em que aprende as regras de comportamento primeiro com outros cães e depois com outros animais e pessoas. Um cachorro que saia demasiado cedo de perto da sua mãe e irmãos para uma nova casa não terá ocasião de aprender as regras de comunicação e etiqueta caninas, e tem riscos acrescidos de, por essa razão, vir a ter problemas futuros no relacionamento com outros cães e pessoas.
Um criador sério irá recusar-se a vender um cachorro antes dos 2-3 meses de idade. Desta forma, poderá proceder a um correcto plano de desparasitação e primo-vacinação, procurando assegurar que quando o cachorro sai tem já as defesas necessárias para resistir às “agressões” do novo ambiente (mas é fundamental que o novo dono complete o plano para uma protecção adequada). Este período passado com o criador permite também que o cachorro adquira os elementos básicos da interacção social com outros cães e pessoas e permite que comece a ser feita uma socialização a diversos tipos de situações, que deverá depois ser continuada pelo novo proprietário.
Há mais para além do preço
Se está a ler este texto é porque tem, a priori, um interesse em cães superior à média da população e irá esforçar-se por ser um bom dono para um cão que venha a adquirir. Tendo já noções básicas do que é necessário para ter um cão, ou experiência prévia, é natural que a sua principal preocupação quando for adquirir um cão seja o seu preço. Mas o criador que irá contactar não o conhece! Quando é contactado e apenas lhe perguntam pelo preço, a ideia que é transmitida por vezes é apenas a de que estão à procura de um cão o mais barato possível, o que é deveras desencorajante para quem procura a melhor casa possível para os seus cães.
Adicionalmente, há mais factores a considerar quando se adquire um cão, que fazem com que o preço de compra acabe por ser um factor secundário no cômputo geral.
Pode (e deve!), por exemplo, perguntar-se sobre as patologias existentes na raça, e o que é que o criador está a fazer para tentar minorar o seu efeito. Quando se compra um cachorro cujos progenitores tenham feito testes de despiste para as principais doenças que afectam a sua raça, e apesar de tal não ser uma garantia que o cachorro será indemne delas, pelo menos tem-se uma ideia de qual o real risco de vir ou não a ser afectado; um cachorro proveniente de animais não testados é sempre um “tiro no escuro”, uma lotaria em que não se sabe o que se está a adquirir.
Deverá pedir-se para ver os cachorros e a progenitora da ninhada (por vezes o pai não pertence ao criador, pelo que poderá não estar presente) e tentar avaliar se os cachorros parecem estar em boas condições físicas e comportamentais – com pelo brilhante, olhos limpos, activos e brincalhões, etc. Se o criador recusar, desconfie e inquira; se é certo que em cachorros de tenra idade o manuseamento por estranhos pode ser um risco de saúde, depois de os cachorros estarem adequadamente vacinados esse risco é mínimo.
Questione o criador sobre o que lhe passar pela cabeça que possa ser relevante; um criador sério estará disponível para responder e educar potenciais interessados. Esteja também preparado para que o criador lhe coloque questões, de forma a aferir se a raça e algum indivíduo em particular é ou não adequado para si. Afinal, um S. Bernardo de 70 kg talvez não seja a escolha ideal para a nossa frágil avó de 70 anos; um Pug certamente não será o mais indicado para o jovem dinâmico que gosta de correr 20 km todos os dias na companhia do seu cão; um terrier escavador não será perfeito para quem gosta de ter um jardim imaculado.
E, muito importante, visite vários criadores antes de tomar uma decisão! Converse com eles, questione e responda às perguntas, forme a sua opinião e decida de forma informada. Lembre-se que o preço que pagará pelo seu cachorro inclui não apenas o seu custo no momento, mas também todo o apoio que o criador disponibilizará ao longo da vida do animal.
Tem cachorros disponíveis?
Esta é normalmente a 2ª pergunta mais comum ao criador, quando se chega à fase da 2ª pergunta. Também por razões óbvias. A pessoa sabe que quer adicionar um companheiro de 4 patas à sua vida, por isso quer fazê-lo quando tomou essa decisão. Porém, essa não é necessariamente a melhor via!
Um criador normalmente não tem cachorros sempre disponíveis, tê-los á quando achar que encontrou uma combinação de progenitores que lhe permitirá chegar mais perto dos seus objectivos. No caso de possuir numerosos exemplares, isso talvez lhe permita gerir as suas fêmeas de forma a efectivamente ir fazendo várias ninhadas ao longo do ano, se o desejar e tiver uma procura adequada. No entanto, caso tenha poucos exemplares, as suas ninhadas serão mais espaçadas no tempo, haverá períodos em que não vai ter jovens disponíveis.
Caso se trate de uma raça relativamente popular, haverá certamente criadores responsáveis em número suficiente para que, com um pouco de pesquisa, o futuro proprietário encontre um criador que lhe agrade com cachorros disponíveis. No entanto, no caso de raças mais raras, com poucos criadores, a probabilidade é a de não encontrar cachorros disponíveis quando a pessoa se lembrou que quer um. Nesse caso, o ideal é a pessoa inscrever-se na lista de espera do criador, aguardando que este tenha uma ninhada disponível. Isto irá dar-lhe uma maior hipótese de vir a ter o cachorro desejado, até porque muitos criadores apenas criam quando têm boas casas asseguradas para os seus cachorros.
Beneficie deste período para ir conversando com o criador, colocar todas as dúvidas e questões que lhe ocorrerem e ir preparando com calma e tranquilidade a chegada do seu novo companheiro. Aproveite também para ponderar seriamente se é a altura certa para adquirir um ser vivo que irá requerer cuidados e atenção constantes durante 10 ou mais anos. Vivemos numa sociedade de consumo e gratificação imediatos, em que adquirimos bens sem ponderar seriamente se necessitamos deles e o que faremos com eles no futuro. Um animal não é um peluche ou playstation que podemos deixar numa prateleira quando nos fartamos dele!
Um cachorro para oferecer?
O Natal é tradicionalmente uma das alturas em que há mais procura por cachorros. Há quem ache que é o presente ideal, quem queira oferecer um cão ao(à) cônjuge, a um familiar, ou mesmo a um amigo. Também é comum quem queira oferecer um cachorro ao filho, porque há meses que faz birra que quer um, ou porque teve boas notas no primeiro período, ou para “ensiná-lo a ser responsável”… No entanto, sob o ponto de vista de um criador sério, o Natal é uma das épocas do ano mais problemáticas! É uma das alturas em que mais difícil separar o trigo do joio em termos de potenciais casas para cada um dos seus cachorros. Isto porque normalmente oferecer um cachorro de surpresa a alguém dá maus resultados. A aquisição de um ser vivo deve ser um acto bem ponderado, em que todos os envolvidos devem ter participado da decisão e estar de acordo. Caso contrário corre-se o sério risco de não haver tempo ou vontade para cuidar dele de forma adequada, se perder o interesse pela “novidade”, etc., levando ao aumento do abandono pouco tempo depois do Natal.
Um exemplo clássico é a aquisição de um cão para “dar responsabilidade à criança”. O princípio é muito bonito, mas o que acontece quando o jovem regressar às aulas e deixar de ter tempo disponível para o cão? Ou quando passar a novidade ou o cachorro crescer, e o seu filho perder o interesse no cão, como acontece sobretudo com crianças mais novas (ou adolescentes que subitamente encontram outros interesses na sua vida)? Se os pais não tiverem assumido previamente que a responsabilidade final do cuidado pelo animal recai sobre eles, mais cedo ou mais tarde é provável que ele seja abandonado. Que responsabilidade se está então a ensinar aos jovens? Que quando se perde interesse, é legítimo abandonar um ser vivo?
Também sob o ponto de vista do próprio cachorro, a época festiva não é a mais adequada para mudar de casa. O canito já está a passar pelo choque de subitamente se ver sem tudo aquilo que conhecia e num ambiente estranho. Um ambiente que, neste período é tipicamente de grande agitação, com as férias escolares, a família e amigos em casa, etc., quando o que ele precisa é de tranquilidade para se ambientar à nova casa e se desenvolver de forma equilibrada. E quando ele finalmente se começa a acostumar à sua nova vida, eis que tudo muda novamente – as férias acabam e as crianças regressam às aulas, os adultos ao trabalho, e o ambiente altera-se novamente. Será preferível aguardar por este período pós-festas para acolher o cachorro, de forma a que faça uma integração suave no que é o ritmo normal ao longo do ano da sua família de acolhimento.
Se efectivamente ficar acordado oferecer um cachorro no Natal, se a decisão for tomada de forma responsável, com o acordo de todos os envolvidos e do criador, porque não, em vez de sujeitar o cachorro a esta época confusa, elaborar com o criador uma espécie de “pacote de boas-vindas” para quem irá receber o cão, a oferecer no Natal em vez do cão, como preparação prévia para ir buscar o cachorro em melhor ocasião?
Adopte, não compre?
Sendo o Natal uma altura em que a aquisição de cães é tradicionalmente superior, as campanhas de adopção responsável de cães abandonados são também mais visíveis. Frequentemente o lema escolhido é algo nas linhas de “adopte, não compre” ou “cada cão comprado é um cão num canil que é abatido”. Mas isto não será um pouco de chantagem emocional?
Frequentemente o público que procura um cão de raça a um criador é algo diferente do que adopta um cão de um refúgio. Enquanto que este último “apenas” (sem qualquer sentido perjorativo!) procura um fiel companheiro, quem procura um cão de raça tipicamente fá-lo porque deseja encontrar um certo número de características físicas e comportamentais que são mais fáceis de encontrar um cão de raça do que num sem raça definida, devido à selecção efectuada que leva a que as características sejam substancialmente mais previsíveis num cachorro de raça. (1)
De qualquer forma, apesar de um cachorro comprado potencialmente até poder significar, no imediato, que um cão abandonado não será adoptado, as consequências a longo prazo poderão ser diferentes. Quando se adquire um cachorro a um criador sério, está-se ao mesmo tempo a assegurar um acompanhamento ao longo da sua vida, o criador está disponível para ajudar o proprietário no que puder, inclusive para retomar o cão se tal for necessário; diminui-se assim grandemente o risco do exemplar ser abandonado mais tarde. Quanto maior for a proporção de exemplares adquiridos a criadores empenhados, vs. puppy mills ou criadores de fundo de quintal, menor será a probabilidade de virem a acabar abandonados.
Faça o seu trabalho de casa!
Há alguns anos atrás, poderia ser difícil, para quem não estava no meio da canicultura, saber como encontrar um criador de determinada raça e o que procurar num cachorro. Hoje em dia, com o papel preponderante da internet nas nossas vidas, com meios de comunicação especializados disponíveis ao grande público, essa tarefa simplificou-se consideravelmente. Despenda tempo a pesquisar a raça que escolheu (e seja objectivo quanto à origem da informação consultada!!), visite vários criadores e converse com eles, mesmo que não esteja a planear adquirir já um exemplar - é fundamental saber se a sua escolha se adequa ao seu estilo de vida e personalidade, é importante encontrar um criador em quem possa confiar e sentir que irá ter apoio sempre que necessitar, em qualquer fase da vida do animal. Fundamentalmente, use o seu bom-senso e espírito crítico e não caia na armadilha da gratificação imediata. Um animal na nossa vida é uma grande responsabilidade, exige tempo e dedicação ao longo de anos, não irá permanecer cachorro pequenino e fofinho durante muito tempo. Esta é provavelmente uma das decisões mais importantes que irá tomar na sua vida! Certamente quererá tomá-la dispondo do máximo de informação possível, certo?
E já agora, depois de adquirir o seu cachorro, procure manter um contacto regular com o criador. Ele deixa um pouco de si em cada cachorro que entrega, e também gostaria de ter notícias deles, saber que se está a desenvolver bem (ou não) e que ele e a sua família estão felizes!
(1) Em Portugal, ainda não são comum os “breed rescues”, grupos que se dedicam à recolha e re-alojamento de cães abandonados de uma dada raça ou grupo de raças
sábado, 17 de dezembro de 2011
terça-feira, 20 de setembro de 2011
18 things you should know about genetics
(Versão portuguesa abaixo)
“18 Things You Should Know About Genetics is an animated film that presents fundamental background information about genetics, as well as offering some quirky but interesting facts about DNA, genes and genetics. It was created to be an upbeat, fun educational short film to initiate and draw interest to this sometimes daunting and seemingly complex subject matter.”
18 Things You Should Know About Genetics from David Murawsky on Vimeo.
“18 Things You Should Know About Genetics is an animated film that presents fundamental background information about genetics, as well as offering some quirky but interesting facts about DNA, genes and genetics. It was created to be an upbeat, fun educational short film to initiate and draw interest to this sometimes daunting and seemingly complex subject matter.”
18 Things You Should Know About Genetics from David Murawsky on Vimeo.
18 coisas que deve saber sobre genética
(English version above)
18 Coisas Que Deve Saber Sobre Genética é um filme animado que apresenta alguma informação de base fundamental sobre genética. Oferece também alguns factos interessantes sobre o ADN, genes e genética. Foi criado para ser uma interessante e divertida curta animação de apresentação deste tema por vezes imponente e aparentemente complexo.
18 Things You Should Know About Genetics from David Murawsky on Vimeo.
18 Coisas Que Deve Saber Sobre Genética é um filme animado que apresenta alguma informação de base fundamental sobre genética. Oferece também alguns factos interessantes sobre o ADN, genes e genética. Foi criado para ser uma interessante e divertida curta animação de apresentação deste tema por vezes imponente e aparentemente complexo.
18 Things You Should Know About Genetics from David Murawsky on Vimeo.
sábado, 6 de agosto de 2011
Video sobre prevenção de mordidas // Dog bite prevention PSA
Já fiz alguns posts sobre como abordar cães desconhecidos e sobre como interpretar a linguagem corporal dos cães para identificar sinais de stress. O problema com a maioria das mordidas de cães a pessoas não tem a ver com o cão atacar sem avisar (situação rara e normalmente depois de o cão ter sido “ensinado”, intencional ou inadvertidamente, a não manifestar os sinais de aviso), mas sim porque as pessoas não sabem interpretar os sinais que o cão emite. A Dra. Sophia Yin, veterinária especialista em comportamento animal de renome internacional, lançou recentemente o vídeo abaixo, ilustrando como esta simples realidade leva a que tantas pessoas são mordidas anualmente. No seu site também encontra informação sobre a interpretação da linguagem corporal disponível para download.
Procure informar-se sobre o significado das posturas e comportamentos dos cães, quer para seu benefício quer para o do seu cão e do de outros que encontre!
I have posted before on how to approach strange dogs and on how to interpret canine body language to identify stress signs. Most dog bites occur not because the dog attacked without warning (which seldom happens, and normally only after the dog was intentionally or unwillingly “taught” not to show warning signs), but rather because people do not know how to interpret the signs the dog is conveying. Dr. Sophia Yin, internationally acclaimed behaviour expert veterinary, has recently published the video below, showing how this simple reality leads to so many people being bitten every year. On her site you will also find information about interpreting body language available for download.
Get informed about canine body language and behaviour, both for your sake and for that of your dog and other dogs you may encounter!
Procure informar-se sobre o significado das posturas e comportamentos dos cães, quer para seu benefício quer para o do seu cão e do de outros que encontre!
I have posted before on how to approach strange dogs and on how to interpret canine body language to identify stress signs. Most dog bites occur not because the dog attacked without warning (which seldom happens, and normally only after the dog was intentionally or unwillingly “taught” not to show warning signs), but rather because people do not know how to interpret the signs the dog is conveying. Dr. Sophia Yin, internationally acclaimed behaviour expert veterinary, has recently published the video below, showing how this simple reality leads to so many people being bitten every year. On her site you will also find information about interpreting body language available for download.
Get informed about canine body language and behaviour, both for your sake and for that of your dog and other dogs you may encounter!
quarta-feira, 27 de julho de 2011
Ian Dumbar on TED
Interessante palestra do Dr. Ian Dunbar, especialista em comportamento canino de renome, sobre a educação e treino de cães (e pessoas ;) )
Interesting lecture by Dr. Ian Dunbar, renowned dog behavior specialist, on dog (and not only ;) ) education and training
Interesting lecture by Dr. Ian Dunbar, renowned dog behavior specialist, on dog (and not only ;) ) education and training
terça-feira, 5 de julho de 2011
Off-leash walks - Yes… No… Maybe…
(portuguese version below)
Hardly anyone will dispute the fact that dogs need to be let loose. They are social and active animals that need to be able to regularly spend their energy and to be physically and psychologically stimulated. The common hygienic walks, on-leash, quick and in familiar places will hardly be enough to satisfy our companion’s needs. Unlike popular belief, even small sized dogs will not see their exercise needs met by just running around the house; they actually often have proportionally greater needs than larger sized dogs.
When they go smoothly, off-leash walks are an excellent opportunity to reinforce the bond and complicity that exists between the owner and his dog. But there are several opportunities for them to go wrong, and the owner should be aware of them so he may take the necessary precautions.
Common sense… and obedience!
Most risks, unfortunately, come form lack of care… Too often we see off leash dogs, even in confined and/or unknown places, showing clear signs of stress, bumping into objects (namely the ever more present glass doors, which dogs do not immediately apprehend as a barrier as they can see what’s on the other side). A loose dogs has inherently a greater probability to get hurt or cause injury, even if unintentionally. A dog that gets spooked or who is chasing an animal will easily run to the middle of the street, risking getting run over. Or crash into someone, due to being more focused on its prey than on what’s going on around him. An off leash dog should be a trained, obedient dog, with a reliable recall to his owner regardless of the situation, in order to prevent problematic situations. This is necessary not only in open space, but also when the dog is loose on enclosed spaces, like dog parks – they still have other people and dogs that should be minded, so the walk is an enjoyable experience for everyone involved.
Breed propensity
Some breeds tend to be more attentive to their owner whereas others tend to be more independent. Herding dogs, for example, having been bred to work under the guidance of people, tend to be more responsive to their owner’s desires and to keep near him, while the reverse tends to happen with mountain dogs, more independent and explorer of the surrounding areas. Scent hounds, on the other hand, despite being very attentive to their owner, when they find a scent that attracts them and start following the trail, show a remarkable “selective deafness”. This happens because this activity is for them much more attractive and rewarding than the mere presence of the owner (hard as it may be for some owners to admit it). Of course, there are general trends, and there is ample individual variation within each breed, often even more than among breeds. However, it is a good empirical rule to consider the different breed types and their tendency to behave differently when they are on the loose, for when the owners are implementing strategies to ensure their dog’s obedience in any situation – it is necessary to try to ensure they are their companion’s main focus of interest, more interesting than any other activity.
“He just wants to play!”
You’re on the beach relaxing when, out of the blue, comes a running dog chasing a ball someone threw, skidding right on top of you and giving you a sand bath. As if that wasn’t enough to ruin your good mood, another dog comes out of the sea and vigorously shakes right beside you, literally giving you a cold shower. As much as you like dogs, that will certainly not be one of your favorite moments!
When you’re taking a walk on the park, the situation may become even more complicated. Your dog may actually just want to play, but other people are also entitled to enjoy public space their own way without being bothered. He may even be the nicest coolest dog in the area, but that is no reason to let your 70 kg Saint Bernard run like mad on top of a passer-by asking to be petted, drooling all over him, just because “he only wants to play”. Or to let your Collie run around people trying to get them together in a single group, nibbling at their heels (herding behavior). Special attention must also be paid in places with bikers, skaters, etc., as most dogs tend to associate them with prey to chase.
If your dog is little or not used to children, watch him carefully in places where kids are playing. Children have a shape and behavior different from adults, and dogs that are not used to them may not understand them as people, but rather as animated toys or prey to chase.
Summer holidays are here, along with good weather and long days. With them comes the availability to spend more time in the open air with our family – both 2 and 4 legged. And the temptation to have our canine companion off-leash is naturally great, especially because during the rest of the year, for different reasons, we generally have less time available for him. But should we do it without second thoughts?
Hardly anyone will dispute the fact that dogs need to be let loose. They are social and active animals that need to be able to regularly spend their energy and to be physically and psychologically stimulated. The common hygienic walks, on-leash, quick and in familiar places will hardly be enough to satisfy our companion’s needs. Unlike popular belief, even small sized dogs will not see their exercise needs met by just running around the house; they actually often have proportionally greater needs than larger sized dogs.
When they go smoothly, off-leash walks are an excellent opportunity to reinforce the bond and complicity that exists between the owner and his dog. But there are several opportunities for them to go wrong, and the owner should be aware of them so he may take the necessary precautions.
Common sense… and obedience!
Most risks, unfortunately, come form lack of care… Too often we see off leash dogs, even in confined and/or unknown places, showing clear signs of stress, bumping into objects (namely the ever more present glass doors, which dogs do not immediately apprehend as a barrier as they can see what’s on the other side). A loose dogs has inherently a greater probability to get hurt or cause injury, even if unintentionally. A dog that gets spooked or who is chasing an animal will easily run to the middle of the street, risking getting run over. Or crash into someone, due to being more focused on its prey than on what’s going on around him. An off leash dog should be a trained, obedient dog, with a reliable recall to his owner regardless of the situation, in order to prevent problematic situations. This is necessary not only in open space, but also when the dog is loose on enclosed spaces, like dog parks – they still have other people and dogs that should be minded, so the walk is an enjoyable experience for everyone involved.
Breed propensity
Some breeds tend to be more attentive to their owner whereas others tend to be more independent. Herding dogs, for example, having been bred to work under the guidance of people, tend to be more responsive to their owner’s desires and to keep near him, while the reverse tends to happen with mountain dogs, more independent and explorer of the surrounding areas. Scent hounds, on the other hand, despite being very attentive to their owner, when they find a scent that attracts them and start following the trail, show a remarkable “selective deafness”. This happens because this activity is for them much more attractive and rewarding than the mere presence of the owner (hard as it may be for some owners to admit it). Of course, there are general trends, and there is ample individual variation within each breed, often even more than among breeds. However, it is a good empirical rule to consider the different breed types and their tendency to behave differently when they are on the loose, for when the owners are implementing strategies to ensure their dog’s obedience in any situation – it is necessary to try to ensure they are their companion’s main focus of interest, more interesting than any other activity.
“He just wants to play!”
You’re on the beach relaxing when, out of the blue, comes a running dog chasing a ball someone threw, skidding right on top of you and giving you a sand bath. As if that wasn’t enough to ruin your good mood, another dog comes out of the sea and vigorously shakes right beside you, literally giving you a cold shower. As much as you like dogs, that will certainly not be one of your favorite moments!
When you’re taking a walk on the park, the situation may become even more complicated. Your dog may actually just want to play, but other people are also entitled to enjoy public space their own way without being bothered. He may even be the nicest coolest dog in the area, but that is no reason to let your 70 kg Saint Bernard run like mad on top of a passer-by asking to be petted, drooling all over him, just because “he only wants to play”. Or to let your Collie run around people trying to get them together in a single group, nibbling at their heels (herding behavior). Special attention must also be paid in places with bikers, skaters, etc., as most dogs tend to associate them with prey to chase.
If your dog is little or not used to children, watch him carefully in places where kids are playing. Children have a shape and behavior different from adults, and dogs that are not used to them may not understand them as people, but rather as animated toys or prey to chase.
“He won’t bite!”
When a dog is all worked up enjoying his few moments off leash and notices another dog, often his tendency is to run to the other. Almost automatically, often the owner lets him, just saying to the other dog’s owner “it’s ok, my dog won’t bite!” But is it such a simple and innocent situation?
On one hand, the dog may actually not bit in a normal situation, but his owner doesn’t know anything about the other dog, if he is aggressive, scared, etc. Is it wise to expose any of the dogs to a situation of potential risk without proper precautions?
On the other hand, and often because of the social isolation of most urban dogs are subjected to (often by their owner, who will immediately repel any dog trying to approach his own), many dogs don’t know how to politely meet and greet other dogs according to the rules of canine etiquette. In a correct approach, both dogs will come up to each other calmly, with a relaxed demeanor, without staring at each other (they may alternate staring with looking away), will position themselves side by side to smell their anal area (the canine equivalent to the human hand shake) and, if there is no stress, will either continue their way or try to play with each other. When this is approach is not done correctly, there may be problems due to misinterpretation of intentions. For example, it is common, when dogs are excited, that they come running directly towards the other one, stopping right in front of him. As a human equivalent, think about a stranger that sees you at distance and comes running on top of you, stopping only a few centimeters away. Unpleasant, right?
In such a situation, a more confident dog may show signs to try to defuse the situation, like calmly waking away or staying put but smelling the ground (almost certainly the floor is not more interesting than the other dog, but by showing lack of interest the other dog may calm down), lick his lips, etc. If the dog is unsure and/or doesn’t have the possibility of choosing what to do (as when he is on leash), he may eventually show some aggressive sigs (like raising the hackles, showing teeth, growling…), in order to try to prevent the other dog from approaching. The owners may also unintentionally add to the stress of the meeting. For example, by not knowing normal canine behavior, some will try to stop dogs from smelling the anal areas, because they think that behavior is gross. Even more common is the owner getting nervous with the approach of a strange dog and putting pressure on the leash, in an almost reflex behavior of trying to hold their animal better. But the dog will feel that pressure and think that the situation may indeed be a problem, which will lead to an escalation of the real stress. The ideal, in a situation where both dogs are on leash, is to calmly watch the dogs’ body language and keep a loose leash in order to avoid unnecessary tension. When both dogs are off leash the “complicating” human element is removed, and any of the approaching dogs may choose to walk away, but the animals' behavior must still be closely watched. A misinterpretation by one of the dogs or a lack of knowledge of body language (do not forget that many dogs live in a virtually human environment with little to no contact with other dogs since puppyhood) may lead to the occurrence of conflicts. But when one of the dogs if off leash and the other is on leash, there may be the problem of ever-excitement of the loose dog associated with the tension perceived by the owner and the leashed dog, who has no possibility of walking away if he so desired; if the fearful dog does not have the possibility of flight, fight remains… The owner of the off leash dog thus has the increased responsibility to ensure his animal does not derange the other dog.
When a dog is all worked up enjoying his few moments off leash and notices another dog, often his tendency is to run to the other. Almost automatically, often the owner lets him, just saying to the other dog’s owner “it’s ok, my dog won’t bite!” But is it such a simple and innocent situation?
On one hand, the dog may actually not bit in a normal situation, but his owner doesn’t know anything about the other dog, if he is aggressive, scared, etc. Is it wise to expose any of the dogs to a situation of potential risk without proper precautions?
On the other hand, and often because of the social isolation of most urban dogs are subjected to (often by their owner, who will immediately repel any dog trying to approach his own), many dogs don’t know how to politely meet and greet other dogs according to the rules of canine etiquette. In a correct approach, both dogs will come up to each other calmly, with a relaxed demeanor, without staring at each other (they may alternate staring with looking away), will position themselves side by side to smell their anal area (the canine equivalent to the human hand shake) and, if there is no stress, will either continue their way or try to play with each other. When this is approach is not done correctly, there may be problems due to misinterpretation of intentions. For example, it is common, when dogs are excited, that they come running directly towards the other one, stopping right in front of him. As a human equivalent, think about a stranger that sees you at distance and comes running on top of you, stopping only a few centimeters away. Unpleasant, right?
In such a situation, a more confident dog may show signs to try to defuse the situation, like calmly waking away or staying put but smelling the ground (almost certainly the floor is not more interesting than the other dog, but by showing lack of interest the other dog may calm down), lick his lips, etc. If the dog is unsure and/or doesn’t have the possibility of choosing what to do (as when he is on leash), he may eventually show some aggressive sigs (like raising the hackles, showing teeth, growling…), in order to try to prevent the other dog from approaching. The owners may also unintentionally add to the stress of the meeting. For example, by not knowing normal canine behavior, some will try to stop dogs from smelling the anal areas, because they think that behavior is gross. Even more common is the owner getting nervous with the approach of a strange dog and putting pressure on the leash, in an almost reflex behavior of trying to hold their animal better. But the dog will feel that pressure and think that the situation may indeed be a problem, which will lead to an escalation of the real stress. The ideal, in a situation where both dogs are on leash, is to calmly watch the dogs’ body language and keep a loose leash in order to avoid unnecessary tension. When both dogs are off leash the “complicating” human element is removed, and any of the approaching dogs may choose to walk away, but the animals' behavior must still be closely watched. A misinterpretation by one of the dogs or a lack of knowledge of body language (do not forget that many dogs live in a virtually human environment with little to no contact with other dogs since puppyhood) may lead to the occurrence of conflicts. But when one of the dogs if off leash and the other is on leash, there may be the problem of ever-excitement of the loose dog associated with the tension perceived by the owner and the leashed dog, who has no possibility of walking away if he so desired; if the fearful dog does not have the possibility of flight, fight remains… The owner of the off leash dog thus has the increased responsibility to ensure his animal does not derange the other dog.
Ask first… and watch
A simple way to do it is to keep your dog close to you and ask first to the owner of the other dog if they can greet each other. Should the owner refuse (he may have a fearful dog, an aggressive dog, a frail one, a dog undergoing some kind of treatment, etc.), respect his wishes and carry on with your walk. If he accepts, watch the dogs’ interaction. Watch the way they approach and if your dog starts getting too worked up, call him back, allow only calm approaches, in order to avoid misinterpretations and risks. After the first introduction, should both dogs want to play for a bit, don’t lower your guard. Although when playing dogs normally use several signs showing that what they are doing should not be taken seriously, in order to keep their companion relaxed, different dogs may have different play styles – some like rough games, others prefer calmer playing… Special attention should be given when dogs of different sizes are playing, as the bigger dog may accidentally injure the smaller one. That is actually the main reason for the recommendation for two separate enclosures in dog parks, so animals of different sizes may interact safely with dogs their own size.
Respect to be respected
As much as you may want to always have your well behaved dog off leash (and regardless of the legality or not of the situation), bear in mind that some people are afraid of dogs or, even if they do not fear them, do not particularly enjoy having dogs around. Many people don’t know who to correctly interpret dog body language and may feel threatened by the approach of a strange dog. Remember that in most public spaces dogs should be kept on leash and they are refused access to a number of them. Despite our traditional tolerance to certain of these freedoms, it is necessary to respect others! Learn to interpret canine body language, keep your dog on leash or near you when you’re around other people, do not let him approach other people or dogs without proper permission and never forget to pick up after your dog, even if he is off leash. If we all respect the basic rules of common sense, respect and healthy sociability, we may gradually start to change people’s mentalities and gain legal access of dogs to increasingly more public areas.
A simple way to do it is to keep your dog close to you and ask first to the owner of the other dog if they can greet each other. Should the owner refuse (he may have a fearful dog, an aggressive dog, a frail one, a dog undergoing some kind of treatment, etc.), respect his wishes and carry on with your walk. If he accepts, watch the dogs’ interaction. Watch the way they approach and if your dog starts getting too worked up, call him back, allow only calm approaches, in order to avoid misinterpretations and risks. After the first introduction, should both dogs want to play for a bit, don’t lower your guard. Although when playing dogs normally use several signs showing that what they are doing should not be taken seriously, in order to keep their companion relaxed, different dogs may have different play styles – some like rough games, others prefer calmer playing… Special attention should be given when dogs of different sizes are playing, as the bigger dog may accidentally injure the smaller one. That is actually the main reason for the recommendation for two separate enclosures in dog parks, so animals of different sizes may interact safely with dogs their own size.
Respect to be respected
As much as you may want to always have your well behaved dog off leash (and regardless of the legality or not of the situation), bear in mind that some people are afraid of dogs or, even if they do not fear them, do not particularly enjoy having dogs around. Many people don’t know who to correctly interpret dog body language and may feel threatened by the approach of a strange dog. Remember that in most public spaces dogs should be kept on leash and they are refused access to a number of them. Despite our traditional tolerance to certain of these freedoms, it is necessary to respect others! Learn to interpret canine body language, keep your dog on leash or near you when you’re around other people, do not let him approach other people or dogs without proper permission and never forget to pick up after your dog, even if he is off leash. If we all respect the basic rules of common sense, respect and healthy sociability, we may gradually start to change people’s mentalities and gain legal access of dogs to increasingly more public areas.
Passear com o cão à solta - Sim… Não… Talvez…
(versão inglesa acima)
As férias de Verão chegaram, com o bom tempo e os dias longos. Com elas vem a disponibilidade para passar mais tempo ao ar livre com a família – tanto a de 2 como a de 4 patas. E a tentação de andar com o nosso companheiro canino à solta é naturalmente grande, tanto mais que no resto do ano, por razões diversas, normalmente temos menos tempo disponível para ele. Mas será que o devemos fazer de qualquer maneira?
Dificilmente alguém irá contestar o facto que os cães precisam de andar à solta. São animais sociais e activos, que precisam de poder desgastar regularmente as suas energias e de ser estimulados física e psicologicamente. Os simples passeios higiénicos diários, à trela, rápidos e em sítios conhecidos, dificilmente serão suficientes para satisfazer as necessidades dos nossos companheiros. Ao contrário do que popularmente se pensa, mesmo os de pequeno porte não satisfazem as suas necessidades de exercício com o andar em casa; muitas vezes, têm mesmo necessidades proporcionalmente maiores que as de cães de porte superior.
Quando correm bem, os passeios à solta são uma excelente oportunidade para reforçar os laços e cumplicidade existentes entre o dono e o seu cão. Mas existem numerosas oportunidades para que corram mal, e o dono deve estar ciente delas para se poder precaver.
Bom senso… e obediência!
A maioria dos riscos, infelizmente, advém muito da falta de cuidado… Vezes demasiadas se vêm cães sem trela, mesmo em espaços confinados e/ou desconhecidos, a manifestar evidentes sinais de stress, a embater contra objectos (nomeadamente as cada vez mais presentes portas de vidro, que os cães não apreendem de imediato que constituem uma barreira, por verem o que está do outro lado). Um cão à solta tem, por inerência, maior probabilidade de se magoar ou de causar danos, mesmo que não intencionalmente. Um cão que se assuste ou que persiga algum animal, facilmente corre para o meio da estrada, arriscando-se seriamente a ser atropelado. Ou a embater em alguém, por estar mais focado no que está a perseguir do que no que se passa em seu redor. Um cão à solta deve ser um cão treinado, obediente, que responda à chamada do seu dono qualquer que seja a situação, de forma a precaver situações problemáticas. Isto é necessário não só em espaços abertos, mas mesmo também quando se tem o animal à solta em espaços vedados, como parques para cães – não deixa de haver pessoas e outros cães a quem é necessário prestar atenção, para que o passeio seja uma experiência agradável para todos os envolvidos.
Propensão racial
Algumas raças têm tendência a serem mais atentas ao dono, enquanto outras tendem a ser mais independentes. Os cães de pastoreio, por exemplo, tendo sido selecionados para trabalhar sob a supervisão de pessoas, tendem a ser mais responsivos aos desejos do dono e a permanecer mais nas suas imediações, e o inverso tende a ocorrer com os cães de montanha, mais independentes e exploradores da área em que se encontram. Já os sabujos, por exemplo, apesar de serem bastante atentos ao dono, quando encontram um cheiro que lhes interesse e começam a seguir o rasto, manifestam uma notável “surdez selectiva”. Isto porque essa actividade é para eles bastante mais atractiva e recompensadora que a mera presença do dono (por muito que custe a alguns donos assumir isto). Naturalmente, isto são as tendências gerais, e existe muita variação individual dentro de cada raça, frequentemente até mais que entre raças. No entanto, é uma boa regra empírica considerar os diferentes tipos raciais e a sua tendência para se comportar de forma diferente quando estão à solta, para os donos implementarem estratégias para assegurar a obediência do seu cão em qualquer situação – há que procurar garantir que constituem o principal foco de interesse do seu companheiro, mais interessante que qualquer outra actividade.
“Ele só quer brincar!”
Está você na praia a relaxar quando, vindo do nada, aparece um cão a correr atrás de uma bola atirada por alguém, fazendo uma curva apertada mesmo em cima da sua toalha e dando-lhe um banho de areia. Como se isso não fosse suficiente para destruir a sua boa disposição, um outro sai do mar e sacode-se vigorosamente ao seu lado, dando-lhe desta vez literalmente um banho de água fria. Por muito que goste de cães, este não será certamente um dos seus momentos favoritos!
Quando passeia no parque, a situação poderá tornar-se ainda mais complicada. O seu cão até poderá só querer brincar, mas as outras pessoas têm também direito a poder disfrutar o espaço público da sua forma, sem serem importunadas. Ele até pode ser o cão mais simpático e bonacheirão da zona, mas isso não é razão para deixar o seu S. Bernardo de 70 kg ir a correr desenfreadamente para cima de um transeunte a pedir-lhe festas, enchendo-o de baba, só porque “ele só quer brincar”. Ou para deixar o seu Collie andar a correr à volta das pessoas tentando juntá-las num único grupo, mordiscando os seus calcanhares (comportamento de pastoreio). Deve ainda ser prestada atenção especial a locais ondem andem pessoas de bicicleta, patins, trotinetes, etc., já que a maioria dos cães tende a associá-los a presas a perseguir.
Se o seu cão não estiver habituado com crianças, ou pouco, vigie-o cuidadosamente em zonas onde haja garotos a brincar. As crianças têm uma forma e um comportamento diferente do dos adultos, e cães que a elas não estejam habituados poderão não as apreender como pessoas, mas sim como brinquedos animados ou presas a perseguir.
“Ele não morde!”
Quando um cão está excitado a aproveitar os seus poucos momentos à solta e se apercebe de outro cão, muitas vezes a tendência é ir a correr ter com o outro. Quase automaticamente, o dono frequentemente deixa-o ir, limitando-se a comentar para o dono do outro “Não faz mal, o meu cão não morde!” Mas será uma situação assim tão simples e inocente?
Por um lado, o seu cão poderá efectivamente não morder numa situação normal, mas o dono nada sabe sobre o outro, se é agressivo, se está assustado, etc. Será sensato expor qualquer dos cães a uma situação de potencial risco sem tomar as medidas adequadas?
Por outro lado, e frequentemente em virtude do isolamento social a que a maioria dos cães urbanos estão sujeitos (muitas vezes imposta pelos donos, que de imediato afastam qualquer cão que se tenta aproximar do seu), muitos não sabem aproximar-se educadamente de outros cães cumprindo as regras de etiqueta canina. Numa abordagem correcta, os dois cães aproximam-se calmamente, com uma postura relaxada, sem fixarem o olhar um no outro (poderão alternar o olhar para o outro com o desviarem o olhar), posicionam-se lado a lado, para cheirarem a região peri-anal do outro (o equivalente canino ao aperto de mãos humano) e, não havendo tensão, poderão prosseguir o seu caminho ou tentarem brincar um com o outro. Quando esta abordagem não é adequadamente efectuada, poderão surgir problemas por má interpretação das intenções. Por exemplo, é comum, quando os cães estão muito excitados, virem a correr directamente para o outro, parando mesmo em frente dele. Num equivalente humano, pense num desconhecido que o vê à distância e vem a correr para cima de si, parando a poucos centímetros. Desagradável, não?
Numa situação destas, um cão mais confiante poderá exibir sinais tentando acalmar a situação, como o afastar-se calmamente, manter-se no mesmo local mas pôr-se a cheirar o solo (quase de certeza que o chão não é mais interessante que o outro cão, mas mostrando desinteresse, pode ser que o outro cão acalme), lamber os lábios, etc. Caso o cão seja inseguro e/ou não tenha possibilidade de escolher o que fazer (como acontece quando o cão está à trela), poderá eventualmente exibir sinais de agressividade (eriçar do pelo, arreganhar os lábios, rosnar…), de forma a tentar desencorajar o outro cão de se aproximar. Também os donos podem, inadvertidamente, contribuir para aumentar a tensão nos encontros. Por exemplo, ao desconhecerem as normas de conduta canina, há quem impeça os cães de cheirarem a região anal, por acharem esse comportamento repugnante. Mais frequente ainda é os donos ficarem nervosos com a aproximação de um cão desconhecido e fazerem tensão na trela, num comportamento quase reflexo de procurar segurar melhor o seu animal. Ora, o cão vai sentir essa tensão e ficará a pensar que efectivamente a situação poderá ser problemática, o que poderá levar a um aumentar da real tensão. O ideal, numa situação em que ambos os cães estejam à trela, é vigiar calmamente a linguagem corporal dos cães envolvidos, mantendo a trela lassa para não criar tensões desnecessárias. Quando ambos os cães estão à solta, não há o elemento humano a “complicar” a aproximação entre os cães, e qualquer um pode optar por se afastar, mas nem por isso se deve descurar a atenção ao comportamento dos animais. Uma má interpretação do comportamento por parte de um deles, ou desconhecimento do significado das posturas corporais (há que não esquecer que muitos cães vivem num ambiente virtualmente humano, desde cachorros com pouco ou nenhum contacto com outros cães) poderá levar ao surgimento de conflitos. Mas quando um dos cães está à solta e o outro está à trela, poderá haver o problema da sobre-excitação do cão à solta aliado à tensão apercebida pelo dono e o cão preso, que não tem a possibilidade de se afastar se o desejar; à falta da hipótese de fuga, ao cão receoso resta a do ataque... O dono do cão à solta tem então a responsabilidade acrescida de procurar assegurar que o seu cão não perturba o outro cão.
Peça autorização primeiro… e vigie
Uma forma simples é manter o seu cão perto de si e perguntar primeiro ao dono do outro se se podem acercar. Caso o dono recuse (pode ter um cão receoso, agressivo, frágil, em tratamento, etc.), respeite e prossiga com o seu passeio. Caso aceite, vigie a interacção entre os cães. Observe como se aproximam, e se o seu cão começar a ficar demasiado excitado, chame-o de volta, apenas permita abordagens calmas, de forma a evitar mal-entendidos e riscos. Após as apresentações, caso ambos os cães queiram brincar um pouco, não baixe a guarda. Apesar de na brincadeira os cães usarem normalmente numerosos sinais indicadores que o que estão a fazer não é para ser levado a sério, de forma a tranquilizar o seu companheiro, diferentes cães podem ter diferentes formas de brincar – uns gostam de ser mais físicos na brincadeira, outros preferem jogos mais calmos… Deve ser prestado especial atenção às brincadeiras entre cães de porte muito diferente, pois há risco de o cão maior sem querer magoar o mais pequeno. Aliás, essa é a principal razão para a recomendação de haver dois recintos separados nos parques para cães, para que animais de diferente porte possam interagir em segurança com cães do seu tamanho.
Respeite para ser respeitado
Por muita vontade que tenha de andar sempre com o seu cão bem educado à solta (independentemente da legalidade ou não da situação), tenha em mente que há pessoas que têm medo de cães ou que, mesmo não os receando, não apreciam particularmente tê-los perto de si. Muitas pessoas não sabem interpretar correctamente a expressão corporal dos cães, e podem sentir-se ameaçadas pela abordagem de um cão desconhecido. Não se esqueça que na maioria dos espaços públicos os cães devem circular à trela, e é-lhes inclusive interdito o acesso a vários locais. Apesar de tradicionalmente haver uma certa tolerância quanto a estas liberdades, há que respeitar os outros! Aprenda a interpretar a linguagem corporal dos cães, mantenha o seu cão à trela ou junto a si quando está perto de outras pessoas, não o deixe aproximar-se de pessoas ou cães sem autorização e nunca se esqueça de recolher os dejectos que o seu cão faz, mesmo quando este anda à solta. Se todos respeitarmos as regras elementares de bom senso, respeito e sã convivência, pode ser que gradualmente se comece a mudar as mentalidades e a conseguir o acesso legal dos cães a cada vez mais espaços públicos.
terça-feira, 10 de maio de 2011
People meeting dogs / Dogs meeting people
The first dog I had from puppyhood, Nikko, was afraid of people. And he was lucky enough (or unlucky enough, form his point of view) to be very appealing, with his scruffy look. When I took him out for walks, if we were lucky enough for people to ask me if they could pet him (because most wouldn’t even bother to ask, they’d just do it), I’d tell them no, and explain them that he didn’t like it so I didn’t want to force him into an unpleasant situation. My mother, meaning well, would say yes, go ahead, and if necessary would pick the puppy up so people could pet him better. Which, of course, would only make matters worse, as he was left without the possibility to choose what t do and eventually walk away. If it was you, would you like it?
Just imagine… You’re calmly enjoying your walk, contemplating the views, watching passers-by when out of the blue comes a stranger to you, holds you, gives you a tight hug ad a long-time friend, pokes you all over and walks away. Confused? A bit up ahead, another person comes by, picks you up, smooches you all with kisses and baby talks at you and goes away. What the hell? Shortly thereafter these situations repeat. When will you run out of patience? In my personal case, I can say I’d quickly become a hazard to people’s physical integrity… ;)
Surreal? Without a doubt! Yet this is a reality for countless dogs on their walks – to be frequently intercepted by people who want to touch them, while they are expected not to have any negative reaction!
Surreal? Without a doubt! Yet this is a reality for countless dogs on their walks – to be frequently intercepted by people who want to touch them, while they are expected not to have any negative reaction!
A dog on the street is a good dog?
When you see a child on the street, do you immediately assume he is well behaved? However, when they see a dog on the street, most people assume the dog will tolerate anything that comes their way. And indeed most dogs do know how to behave in public. But what about those that don’t? Oh, those their owners leave at home! What does that solve? A dog permanently locked up at home will never learn to behave on a human society. It is necessary that the dog comes outside, calmly and controlled, to lear the rules he is expected to follow. And for that it is necessary that the owner is willing to teach them, with or without professional help depending on the situation, and that other people respect the dog’s space and his need of learning.
Ask first
As soon as they see a dog on the street, most people, and specially children, will immediately go to him and start touching him. However, get used, and teach you children, to ask the owner for permission first. It is so
simples and so much safer! And it is a sign of respect for the owner and the dog. And respect what the owner tells you, whether you agree or not! I remember that in the rare occasions people asked my if they could pet Nikko and I told them no, explaining why, the typical reply was “oh, but he is so cute, of course he can’t be afraid of people!” What does being cute has to do with being afraid of people? In principle, the owner knows his dog better than anyone and is the best person (except in some situations a specialized professional) to assess how the dog will react in different situations. Indeed it is often because people will disregard the owner’s statement that leads some owners to systematically refuse any contact between their dog and other people, creating a vicious cycle in which the dog may even start to be (even more) afraid of people.
But don’t fall on the opposite extreme either! It is so common to hear parent to say to their children approaching a strange dog “Don’t touch the dog, he bites!” Why make children afraid of dogs? If you don’t want your child to touch the dog, would it be more sensible to explain him why they shouldn’t touch strange dogs and teach him to ask the owner for permission first?
Watch the dog
Even if the owner allows you to touch his dog, watch carefully if the dog really wants that contact. Many people accept strangers to pet their dog not because the animal likes it or because the owner really doesn’t mind, but because socially it “looks bad” if they refuse it. And forcing a shy or fearful dog to contact may worsen his fears and lead to situation which may endanger the person’s and/or animal’s physical integrity.
But is you watch the dog’s behavior, he will usually show a number of signs indicating if he is comfortable or not with the situation. Some stress signs (or calming signs, as they are more often called) are subtle and may go unnoticed for those who don’t know them – like the pulling back of the lips, or pupil’s dilatation, which is a physiological fear response and can be a preparation for a “flight or fight” response. Other signs are not so subtle but many people do not know how to interpret them correctly. Like the dog that turns the head sideways avoiding facing the person approaching him, he is not doing it because he saw something more
interesting elsewhere. Or the dog that starts yawning or licking his lips or nose, after all he hasn’t just eaten something delicious and a walk is not a time to be sleepy. But some signs are obvious – the unsure dog that approaches slowly and crouching, the dog that steps away from the person or hides behind or between his owner’s legs is clearly saying he is not comfortable with the situation. All this, of course, without the extremes of growling or snapping (a bite in the air, discouraging further approach). In this situation, why force? And run the risk of making this a very complicated situation to everyone involved?
How to approach a dog?
Ok, so you asked the owner for permission to pet his dog and the animal doesn’t seem uncomfortable with the situation. Despite that, it may not be the best idea to reach out to the dog, give him a big hug and a huge kiss on the face! Generally, dogs don’t like being hugged, even by people they know well. Actually, all it takes is to think that not only this gesture does not exist among dogs but also it takes away their choice to move away if they want. Even if dogs with a strong bond among themselves sometimes like to be in tight physical contact, usually the most similar to a hug dogs have is during hierarchy rituals or fights. It is thus easy to figure that this gesture has a totally different meaning in dogs and humans.
What to do then? Do not approach the dog straight forward, which is intimidatory for the animal. Avoid looking him straight in the eyes (do you like it when a stranger does that to you?), specially in the first moments until the dog is relaxed. Crouch down beside him, thus becoming more accessible while following canine protocol – unlike people, dogs great side by side, not straight forward. Let the dog decide to come to you. This is very important, as it allows the dog to decide if he is comfortable with the situation. You may even drop a hand, so he can sniff it. He may approach you and stay there sniffing, he may come, sniff and move away… respect his decision and do now go after him if he leaves.
Where to touch?
If the dog seems to be comfortable and seeks contact, usually the next step is people trying to pet him. This
also often requires some self-control. Avoid sudden movements, which may scare the dog. People tend to go for the head, but most dogs don’t particularly like being petted there. Ask the owner if the dog has a preferred spot and/or try the cheeks behind the lips, behind the ears, the chest, shoulders, in the back near the tail… It is important that you do it gently, always watching the dog, and stop if the dog starts to show signs of discomfort or stress.
In short…
In order for everyone (people and dogs) to enjoy the sunny days approaching, all it takes is some mutual respect and common-sense. Most dogs like to interact with people, but unlike many seem to think, not all dogs are comfortable in that situation. All it takes is some common-sense from the owners and other people for walks to turn into a pleasant experience for everyone involved, and not a nightmare for the dog and the owner.
When you see a child on the street, do you immediately assume he is well behaved? However, when they see a dog on the street, most people assume the dog will tolerate anything that comes their way. And indeed most dogs do know how to behave in public. But what about those that don’t? Oh, those their owners leave at home! What does that solve? A dog permanently locked up at home will never learn to behave on a human society. It is necessary that the dog comes outside, calmly and controlled, to lear the rules he is expected to follow. And for that it is necessary that the owner is willing to teach them, with or without professional help depending on the situation, and that other people respect the dog’s space and his need of learning.
Ask first
As soon as they see a dog on the street, most people, and specially children, will immediately go to him and start touching him. However, get used, and teach you children, to ask the owner for permission first. It is so
simples and so much safer! And it is a sign of respect for the owner and the dog. And respect what the owner tells you, whether you agree or not! I remember that in the rare occasions people asked my if they could pet Nikko and I told them no, explaining why, the typical reply was “oh, but he is so cute, of course he can’t be afraid of people!” What does being cute has to do with being afraid of people? In principle, the owner knows his dog better than anyone and is the best person (except in some situations a specialized professional) to assess how the dog will react in different situations. Indeed it is often because people will disregard the owner’s statement that leads some owners to systematically refuse any contact between their dog and other people, creating a vicious cycle in which the dog may even start to be (even more) afraid of people.But don’t fall on the opposite extreme either! It is so common to hear parent to say to their children approaching a strange dog “Don’t touch the dog, he bites!” Why make children afraid of dogs? If you don’t want your child to touch the dog, would it be more sensible to explain him why they shouldn’t touch strange dogs and teach him to ask the owner for permission first?
Watch the dog
Even if the owner allows you to touch his dog, watch carefully if the dog really wants that contact. Many people accept strangers to pet their dog not because the animal likes it or because the owner really doesn’t mind, but because socially it “looks bad” if they refuse it. And forcing a shy or fearful dog to contact may worsen his fears and lead to situation which may endanger the person’s and/or animal’s physical integrity.
But is you watch the dog’s behavior, he will usually show a number of signs indicating if he is comfortable or not with the situation. Some stress signs (or calming signs, as they are more often called) are subtle and may go unnoticed for those who don’t know them – like the pulling back of the lips, or pupil’s dilatation, which is a physiological fear response and can be a preparation for a “flight or fight” response. Other signs are not so subtle but many people do not know how to interpret them correctly. Like the dog that turns the head sideways avoiding facing the person approaching him, he is not doing it because he saw something more
interesting elsewhere. Or the dog that starts yawning or licking his lips or nose, after all he hasn’t just eaten something delicious and a walk is not a time to be sleepy. But some signs are obvious – the unsure dog that approaches slowly and crouching, the dog that steps away from the person or hides behind or between his owner’s legs is clearly saying he is not comfortable with the situation. All this, of course, without the extremes of growling or snapping (a bite in the air, discouraging further approach). In this situation, why force? And run the risk of making this a very complicated situation to everyone involved?How to approach a dog?
Ok, so you asked the owner for permission to pet his dog and the animal doesn’t seem uncomfortable with the situation. Despite that, it may not be the best idea to reach out to the dog, give him a big hug and a huge kiss on the face! Generally, dogs don’t like being hugged, even by people they know well. Actually, all it takes is to think that not only this gesture does not exist among dogs but also it takes away their choice to move away if they want. Even if dogs with a strong bond among themselves sometimes like to be in tight physical contact, usually the most similar to a hug dogs have is during hierarchy rituals or fights. It is thus easy to figure that this gesture has a totally different meaning in dogs and humans.
What to do then? Do not approach the dog straight forward, which is intimidatory for the animal. Avoid looking him straight in the eyes (do you like it when a stranger does that to you?), specially in the first moments until the dog is relaxed. Crouch down beside him, thus becoming more accessible while following canine protocol – unlike people, dogs great side by side, not straight forward. Let the dog decide to come to you. This is very important, as it allows the dog to decide if he is comfortable with the situation. You may even drop a hand, so he can sniff it. He may approach you and stay there sniffing, he may come, sniff and move away… respect his decision and do now go after him if he leaves.
Where to touch?
If the dog seems to be comfortable and seeks contact, usually the next step is people trying to pet him. This
also often requires some self-control. Avoid sudden movements, which may scare the dog. People tend to go for the head, but most dogs don’t particularly like being petted there. Ask the owner if the dog has a preferred spot and/or try the cheeks behind the lips, behind the ears, the chest, shoulders, in the back near the tail… It is important that you do it gently, always watching the dog, and stop if the dog starts to show signs of discomfort or stress.In short…
In order for everyone (people and dogs) to enjoy the sunny days approaching, all it takes is some mutual respect and common-sense. Most dogs like to interact with people, but unlike many seem to think, not all dogs are comfortable in that situation. All it takes is some common-sense from the owners and other people for walks to turn into a pleasant experience for everyone involved, and not a nightmare for the dog and the owner.
Pessoas conhecendo cães / Cães conhecendo pessoas
(English version above)
O primeiro cão que tive desde cachorro, o Nikko, tinha medo de pessoas. E tinha a sorte (ou o azar, sob o ponto de vista dele) de ter um aspecto muito atractivo, com o seu pelo desgrenhado. Quando eu o passeava, se tivesse a sorte de as pessoas me perguntarem se lhe podiam fazer festas (isto porque a maior parte nem se dava ao trabalho de perguntar, faziam-no logo), dizia que não, que ele não gostava pelo que não o queria forçar a uma situação desagradável para ele. Já a minha mãe, cheia de boas intenções, dizia que sim e, se fosse preciso, pegava no cachorro ao colo para as pessoas lhe poderem mexer melhor. Ora, naturalmente isto só agravava a situação, pois ele ficava sem a hipótese de escolher o que fazer e eventualmente afastar-se.
Se fosse consigo, gostava?
Imagine… Está você calmamente a disfrutar o seu passeio, a apreciar a vista, a ver quem passa, quando de repente vem um perfeito desconhecido ter consigo, agarra-o, dá-lhe um abraço bem apertado como se fosse um amigo de longa data, apalpa-o todo e desaparece em seguida. Confuso? Um pouco mais à frente, aproxima-se outra pessoa, pega-o ao colo, enche-o de beijos enquanto lhe fala como se fosse um bebé e vai-se embora. Mas o que é que se passa? Passado mais um pouco, estas situações repetem-se. Quando é que a sua paciência acaba? No meu caso pessoal, posso dizer que certamente rapidamente me tornaria num perigo para a integridade física das pessoas… ;)
Surreal? Certamente! Não passaria pela cabeça de ninguém comportar-se assim com perfeitos desconhecidos. No entanto, esta é a realidade de inúmeros cães, quando vão passear – serem frequentemente interceptados por pessoas que lhes querem mexer, enquanto se espera que não tenham qualquer tipo de reacção negativa!
Um cão na rua é um bom cão?
Quando vê uma criança na rua, assume imediatamente que é uma criança bem-educada? No entanto, quando vêm um cão na rua, a maioria das pessoas assume que o cão irá tolerar tudo o que lhe aparecer. E efectivamente, a maioria dos cães sabem comportar-se minimamente em público. Mas e quanto aos que não sabem? Ah, mas esses os seus donos deixam em casa! O que é que isso resolve? Um cão que fique permanentemente confinado em casa nunca aprenderá a comportar-se numa sociedade humana. É necessário vir para o exterior, calma e controladamente, para aprender as regras que deve cumprir. E para isso é preciso que o dono esteja disposto a ensiná-lo, com ou sem a ajuda de profissionais consoante a situação, e que as outras pessoas respeitem o espaço do cão e a sua necessidade de aprendizagem.
Peça autorização primeiro
A maior parte das pessoas, e principalmente as crianças, assim que vêm um cão na rua, de imediato se dirige
a ele e começa a mexer-lhe. No entanto, habitue-se, e ensine os seus filhos, a pedir primeiro autorização ao dono. É tão simples e tão mais seguro! E é um sinal de respeito pelo dono e pelo cão. E respeite o que o dono lhe diz, quer concorde quer não! Lembro-me que, nas raras ocasiões em que as pessoas me perguntavam se podiam mexer no Nikko, e eu lhes dizia não explicando a razão, a resposta típica era “oh, mas ele é tão lindo, claro que não pode ter medo de pessoas!” O que é que ser bonito tem a ver com ter medo de pessoas? À partida, o dono conhece o seu cão melhor que ninguém e será a pessoa mais avalizada (salvo, em algumas situações, um profissional especializado) a aferir como o animal irá reagir em diferentes situações. Aliás, é precisamente o facto de as pessoas muitas vezes desrespeitarem as indicações do dono que leva a que alguns donos comecem sistematicamente a recusar qualquer contacto entre o seu cão e outras pessoas, criando um círculo vicioso em que o cão poderá inclusive começar a ganhar (ainda mais) medo às pessoas.
Mas também não caia no extremo oposto! É tão frequente ouvir os pais dizer aos seus filhos que se dirigem a um cão desconhecido “Não mexas que o cão morde!” Porquê incutir às crianças o medo aos cães? Se não se quer que a criança mexa no cão, não seria mais razoável explicar-lhe porque é que não deve mexer em cães desconhecidos e ensiná-la a pedir primeiro autorização ao dono?
Observe o cão
O primeiro cão que tive desde cachorro, o Nikko, tinha medo de pessoas. E tinha a sorte (ou o azar, sob o ponto de vista dele) de ter um aspecto muito atractivo, com o seu pelo desgrenhado. Quando eu o passeava, se tivesse a sorte de as pessoas me perguntarem se lhe podiam fazer festas (isto porque a maior parte nem se dava ao trabalho de perguntar, faziam-no logo), dizia que não, que ele não gostava pelo que não o queria forçar a uma situação desagradável para ele. Já a minha mãe, cheia de boas intenções, dizia que sim e, se fosse preciso, pegava no cachorro ao colo para as pessoas lhe poderem mexer melhor. Ora, naturalmente isto só agravava a situação, pois ele ficava sem a hipótese de escolher o que fazer e eventualmente afastar-se.
Se fosse consigo, gostava?
Imagine… Está você calmamente a disfrutar o seu passeio, a apreciar a vista, a ver quem passa, quando de repente vem um perfeito desconhecido ter consigo, agarra-o, dá-lhe um abraço bem apertado como se fosse um amigo de longa data, apalpa-o todo e desaparece em seguida. Confuso? Um pouco mais à frente, aproxima-se outra pessoa, pega-o ao colo, enche-o de beijos enquanto lhe fala como se fosse um bebé e vai-se embora. Mas o que é que se passa? Passado mais um pouco, estas situações repetem-se. Quando é que a sua paciência acaba? No meu caso pessoal, posso dizer que certamente rapidamente me tornaria num perigo para a integridade física das pessoas… ;)
Surreal? Certamente! Não passaria pela cabeça de ninguém comportar-se assim com perfeitos desconhecidos. No entanto, esta é a realidade de inúmeros cães, quando vão passear – serem frequentemente interceptados por pessoas que lhes querem mexer, enquanto se espera que não tenham qualquer tipo de reacção negativa!
Um cão na rua é um bom cão?
Quando vê uma criança na rua, assume imediatamente que é uma criança bem-educada? No entanto, quando vêm um cão na rua, a maioria das pessoas assume que o cão irá tolerar tudo o que lhe aparecer. E efectivamente, a maioria dos cães sabem comportar-se minimamente em público. Mas e quanto aos que não sabem? Ah, mas esses os seus donos deixam em casa! O que é que isso resolve? Um cão que fique permanentemente confinado em casa nunca aprenderá a comportar-se numa sociedade humana. É necessário vir para o exterior, calma e controladamente, para aprender as regras que deve cumprir. E para isso é preciso que o dono esteja disposto a ensiná-lo, com ou sem a ajuda de profissionais consoante a situação, e que as outras pessoas respeitem o espaço do cão e a sua necessidade de aprendizagem.
Peça autorização primeiro
A maior parte das pessoas, e principalmente as crianças, assim que vêm um cão na rua, de imediato se dirige
a ele e começa a mexer-lhe. No entanto, habitue-se, e ensine os seus filhos, a pedir primeiro autorização ao dono. É tão simples e tão mais seguro! E é um sinal de respeito pelo dono e pelo cão. E respeite o que o dono lhe diz, quer concorde quer não! Lembro-me que, nas raras ocasiões em que as pessoas me perguntavam se podiam mexer no Nikko, e eu lhes dizia não explicando a razão, a resposta típica era “oh, mas ele é tão lindo, claro que não pode ter medo de pessoas!” O que é que ser bonito tem a ver com ter medo de pessoas? À partida, o dono conhece o seu cão melhor que ninguém e será a pessoa mais avalizada (salvo, em algumas situações, um profissional especializado) a aferir como o animal irá reagir em diferentes situações. Aliás, é precisamente o facto de as pessoas muitas vezes desrespeitarem as indicações do dono que leva a que alguns donos comecem sistematicamente a recusar qualquer contacto entre o seu cão e outras pessoas, criando um círculo vicioso em que o cão poderá inclusive começar a ganhar (ainda mais) medo às pessoas.Mas também não caia no extremo oposto! É tão frequente ouvir os pais dizer aos seus filhos que se dirigem a um cão desconhecido “Não mexas que o cão morde!” Porquê incutir às crianças o medo aos cães? Se não se quer que a criança mexa no cão, não seria mais razoável explicar-lhe porque é que não deve mexer em cães desconhecidos e ensiná-la a pedir primeiro autorização ao dono?
Observe o cão
Mesmo que o dono o autorize a mexer no seu cão, observe atentamente se o cão quer efectivamente esse contacto. Muitas pessoas acedem a que estranhos façam festas ao seu cão não porque este gosta da situação, ou porque os donos efectivamente não se importem, mas porque socialmente “fica mal” recusar. E forçar um cão tímido ou receoso ao contacto poderá agravar os seus medos e levar potencialmente a situações que ponham em risco a integridade física da pessoa e/ou do animal.
Mas se prestar atenção ao comportamento do cão, normalmente ele irá dar muitos sinais se está confortável com a situação ou não. Um cão que voluntariamente vem ter com a pessoa é um cão que, à partida, estará mais predisposto a estabelecer contacto físico. Mas e os outros? Alguns sinais indicadores de stress (ou sinais calmantes, como são frequentemente designados) são subtis e poderão passar desapercebidos para quem não os conhece – por exemplo, o retraír dos lábios, ou a dilatação das pupilas, que é uma resposta fisiológica de medo e que pode ser preparação para uma reacção de “fuga ou ataque”. Outros sinais não são tão subtis, mas muitas pessoas não os sabem interpretar correctamente. Como o cão que vira a cabeça de lado, evitando encarar a pessoa que se aproxima dele, não o faz porque viu algo mais interessante noutro
sítio. Ou o cão que começa a bocejar ou a lamber os lábios ou o nariz, afinal ele não acabou de comer algo saboroso nem um passeio é altura em que esteja com sono. Mas alguns sinais são óbvios – o cão inseguro que se aproxima devagar e agachado, o cão que se afasta da pessoa ou que se refugia atrás ou entre as pernas do seu dono está claramente a demonstrar que a situação não lhe agrada. Isto, claro, sem chegar aos extremos do rosnar ou do snapping (dentada no ar, para desencorajar uma aproximação). Numa situação destas, porquê insistir? E arriscar tornar a situação extremamente complicada para todos os envolvidos?
Como abordar um cão?
Ok, portanto pediu autorização ao dono para fazer festas ao cão, e o animal não parece estar desconfortável com a situação. Apesar disso, talvez não seja uma boa chegar ao pé do cão, dar-lhe um abraço e pespegar-lhe com um beijo no meio do focinho! De uma forma geral, os cães não gostam de abraços, mesmo das pessoas que conhecem bem. Aliás, basta pensar que esse gesto não só não existe entre cães como lhes elimina a hipótese de se afastarem se quiserem. Apesar de cães com um grande laço entre eles gostem por vezes de estar contacto físico estreito um com o outro, o mais parecido com um abraço que eles têm ocorre normalmente durante rituais ou lutas hierárquicas entre cães. Não será assim difícil imaginar que este gesto tem para eles uma conotação diferente da que tem para nós.
Então que fazer? Não aborde o animal de frente, isso é intimidatório para o cão. Evite olhar o cão directamente nos olhos (gosta de ter um estranho a olhá-lo directamente nos olhos?), sobretudo nos primeiros momentos até o cão estar relaxado. Agache-se ao lado do cão, tornando-se assim mais acessível e cumprindo a etiqueta canina – ao contrário das pessoas, os cães cumprimentam-se de lado, não de frente. Deixe ser o cão a decidir vir ter consigo. Isto é muito importante, pois permite que seja o cão a decidir se se sente confortável com a situação. Pode mesmo deixar uma mão descaída, para o cão vir cheirar. Ele poderá aproximar-se e ficar a cheirar, ou aproximar-se, cheirar e afastar-se de imediato… respeite a sua decisão e não vá atrás dele se se afastar.
Onde mexer?
Se o cão der sinais de estar confortável e procurar contacto, a fase seguinte é normalmente as pessoas tentarem fazer-lhe festas. Esta situação também requer frequentemente algum auto-controlo. Evite movimentos bruscos, que poderão assustar o cão. A tendência é tentar fazer festas na cabeça, mas a maioria dos cães não gosta particularmente de carícias aí. Pergunte ao dono se o cão tem algum sitio preferido, e/ou experimente as faces atrás dos lábios, atrás das orelhas, no peito, nos ombros, na base da cauda… É importante que o vá fazendo calmamente, sempre observando o cão, e que pare se o cão começar a exibir sinais de desconforto ou stress.
Em suma…
Para que todos (pessoas e cães) possam disfrutar os dias soalheiros que aí vêm, basta um pouco de respeito mútuo e bom-senso. A maioria dos cães gosta de interagir com outras pessoas, mas ao contrário do que muitas parecem pensar, nem todos os cães se sentem confortáveis nessa situação. Basta um pouco de bom senso por parte dos donos e das restantes pessoas para que os passeios sejam uma experiência agradável para todos envolvidos, e não um martírio para o cão e o dono.
Mas se prestar atenção ao comportamento do cão, normalmente ele irá dar muitos sinais se está confortável com a situação ou não. Um cão que voluntariamente vem ter com a pessoa é um cão que, à partida, estará mais predisposto a estabelecer contacto físico. Mas e os outros? Alguns sinais indicadores de stress (ou sinais calmantes, como são frequentemente designados) são subtis e poderão passar desapercebidos para quem não os conhece – por exemplo, o retraír dos lábios, ou a dilatação das pupilas, que é uma resposta fisiológica de medo e que pode ser preparação para uma reacção de “fuga ou ataque”. Outros sinais não são tão subtis, mas muitas pessoas não os sabem interpretar correctamente. Como o cão que vira a cabeça de lado, evitando encarar a pessoa que se aproxima dele, não o faz porque viu algo mais interessante noutro
sítio. Ou o cão que começa a bocejar ou a lamber os lábios ou o nariz, afinal ele não acabou de comer algo saboroso nem um passeio é altura em que esteja com sono. Mas alguns sinais são óbvios – o cão inseguro que se aproxima devagar e agachado, o cão que se afasta da pessoa ou que se refugia atrás ou entre as pernas do seu dono está claramente a demonstrar que a situação não lhe agrada. Isto, claro, sem chegar aos extremos do rosnar ou do snapping (dentada no ar, para desencorajar uma aproximação). Numa situação destas, porquê insistir? E arriscar tornar a situação extremamente complicada para todos os envolvidos?Como abordar um cão?
Ok, portanto pediu autorização ao dono para fazer festas ao cão, e o animal não parece estar desconfortável com a situação. Apesar disso, talvez não seja uma boa chegar ao pé do cão, dar-lhe um abraço e pespegar-lhe com um beijo no meio do focinho! De uma forma geral, os cães não gostam de abraços, mesmo das pessoas que conhecem bem. Aliás, basta pensar que esse gesto não só não existe entre cães como lhes elimina a hipótese de se afastarem se quiserem. Apesar de cães com um grande laço entre eles gostem por vezes de estar contacto físico estreito um com o outro, o mais parecido com um abraço que eles têm ocorre normalmente durante rituais ou lutas hierárquicas entre cães. Não será assim difícil imaginar que este gesto tem para eles uma conotação diferente da que tem para nós.
Então que fazer? Não aborde o animal de frente, isso é intimidatório para o cão. Evite olhar o cão directamente nos olhos (gosta de ter um estranho a olhá-lo directamente nos olhos?), sobretudo nos primeiros momentos até o cão estar relaxado. Agache-se ao lado do cão, tornando-se assim mais acessível e cumprindo a etiqueta canina – ao contrário das pessoas, os cães cumprimentam-se de lado, não de frente. Deixe ser o cão a decidir vir ter consigo. Isto é muito importante, pois permite que seja o cão a decidir se se sente confortável com a situação. Pode mesmo deixar uma mão descaída, para o cão vir cheirar. Ele poderá aproximar-se e ficar a cheirar, ou aproximar-se, cheirar e afastar-se de imediato… respeite a sua decisão e não vá atrás dele se se afastar.
Onde mexer?
Se o cão der sinais de estar confortável e procurar contacto, a fase seguinte é normalmente as pessoas tentarem fazer-lhe festas. Esta situação também requer frequentemente algum auto-controlo. Evite movimentos bruscos, que poderão assustar o cão. A tendência é tentar fazer festas na cabeça, mas a maioria dos cães não gosta particularmente de carícias aí. Pergunte ao dono se o cão tem algum sitio preferido, e/ou experimente as faces atrás dos lábios, atrás das orelhas, no peito, nos ombros, na base da cauda… É importante que o vá fazendo calmamente, sempre observando o cão, e que pare se o cão começar a exibir sinais de desconforto ou stress.Em suma…
Para que todos (pessoas e cães) possam disfrutar os dias soalheiros que aí vêm, basta um pouco de respeito mútuo e bom-senso. A maioria dos cães gosta de interagir com outras pessoas, mas ao contrário do que muitas parecem pensar, nem todos os cães se sentem confortáveis nessa situação. Basta um pouco de bom senso por parte dos donos e das restantes pessoas para que os passeios sejam uma experiência agradável para todos envolvidos, e não um martírio para o cão e o dono.
segunda-feira, 25 de abril de 2011
Terapia Assistida com Animais / Animal Assisted Therapies
As terapias assistidas com animais são já uma realidade em Portugal, ainda que numa escala ainda modesta.
Recentemente, duas equipas foram entrevistadas por televisões portuguesas, comentando o trabalho que fazem
Animal assisted therapies are already a reality in Portugal, even if in a limited scale. Recently, two teams were interviewed by Portuguese TV channels, commenting on their work
Recentemente, duas equipas foram entrevistadas por televisões portuguesas, comentando o trabalho que fazem
Animal assisted therapies are already a reality in Portugal, even if in a limited scale. Recently, two teams were interviewed by Portuguese TV channels, commenting on their work
domingo, 24 de abril de 2011
2ª Jornada do Fórum "Selecção de reprodutores - A luta diária de um criador"
A 2ª Jornada do Fórum “Selecção de reprodutores – a luta diária de um criador”, subordinada ao tema “Cruzamentos”,irá decorrer a 15 de Maio de 2011 , na Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro, em Vila Real.
A data limite de inscrição é o dia 2 de Maio.
Mais informações no site do Clube Português de Canicultura, onde está disponível o programa e a ficha de inscrição.
Obedience 100 Segredos
A Selecção Portuguesa de Obedience de 2011 organiza em Junho dois eventos interessantes:
A 23 de Junho, um Seminário de Obediência Desportiva, no Montijo:
A 25 de Junho, o Congresso " Treino de Cães" - " O seu CÃO 100 segredos", nas instalações do Clube Português de Canicultura, em Lisboa:
Mais informações no blogue "Portugal Obedience Team"
Congresso sobre o Cão da Serra da Estrela / Estrela Mountain Dog Congress
No próximo fim-de-semana, no dia 30 de Abril, irá decorrer o 1º Congresso Internacional do Cão da Serra da Estrela, nas Penhas da Saúde, Serra da Estrela. Clique aqui para ver o programa (pdf).
Irei estar lá presente, apresentando alguns resultados de trabalhos de investigação que tenho realizado nos últimos 14 anos sobre a raça, ou envolvendo a raça. Se passar por lá, venha dizer olá!
The 1st Estrela Mountain Dog International Congress will take place next weekend, on the 30th of April, at Penhas da Saúde, Estrela Mountains. Click here to see the programme (pdf).
I will attend it, presenting some results of research I’ve conducted over the last 14 years on the breed, or involving the breed. If you drop by, come and say hi!
New update on Kikko
(Versão portuguesa abaixo)
I haven’t been here for a long time, as I’ve been incredibly busy at my jobs. However, I’ve had people ask me how Kikko was doing, so I guess it’s really time for an update...
You know that saying “you only appreciate what you no longer have”? Well, in this case the general idea applies, but in reverse.
Over the last couple of months I haven’t had much time to work the dogs as I’d like to so I haven’t even been able to work well on the desensitization to the car noise. However, the question about how things were going got me thinking, specially about the last couple of weeks. And I realized that more and more often, when I arrive home, I think Kikko has “died” ;) – I am able to park and get home without having a choir of out-of-control barking. I also realized that during this time, he has been a lot more controlled on the leash, when I take him to the yard. Instead of continuing trying to “lift off”, when the leash pulls on the collar, he has been able to control himself and not pull – which my arm really appreciated! And when it is time to get home, he no longer starts to eat grass as if he was in a cow herd and there was no tomorrow!
So, overall, I see Kikko’s having a lot more self-control than before!
(Ok, granted, this weekend we’ve been having some set-backs, but my mom’s over for theEaster, so I’m hoping these are due to kikko’s excitement with her here, instead of one of those “2 steps forwards, 1 step back” situations.)
A little over one week ago, his barking went to an apparently totally out of control phase, it was really hard to get him to shut up (usually I just need to tell him to). However, since them there have been days he doesn’t even bark. So I think (or should I say I hope?) we are starting to head towards extinction of the barking due to anxiety…
Over the last couple of months I haven’t had much time to work the dogs as I’d like to so I haven’t even been able to work well on the desensitization to the car noise. However, the question about how things were going got me thinking, specially about the last couple of weeks. And I realized that more and more often, when I arrive home, I think Kikko has “died” ;) – I am able to park and get home without having a choir of out-of-control barking. I also realized that during this time, he has been a lot more controlled on the leash, when I take him to the yard. Instead of continuing trying to “lift off”, when the leash pulls on the collar, he has been able to control himself and not pull – which my arm really appreciated! And when it is time to get home, he no longer starts to eat grass as if he was in a cow herd and there was no tomorrow!
So, overall, I see Kikko’s having a lot more self-control than before!
(Ok, granted, this weekend we’ve been having some set-backs, but my mom’s over for theEaster, so I’m hoping these are due to kikko’s excitement with her here, instead of one of those “2 steps forwards, 1 step back” situations.)
A little over one week ago, his barking went to an apparently totally out of control phase, it was really hard to get him to shut up (usually I just need to tell him to). However, since them there have been days he doesn’t even bark. So I think (or should I say I hope?) we are starting to head towards extinction of the barking due to anxiety…
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| A large Dachshund male on the left, a small Drever female on the right |
Having breed a Dachshund litter and a Drever litter (breeds with the same overall type and similar function) with a 15-days age difference, it was possible to do some interesting comparisons. I know it is a small sample, but then again there are no Drevers in this side of Europe for a better comparison… but it seems to me that, overall, as puppies Drevers tend to be a much more immature than Dachshunds, taking longer to develop certain habits. They have a big difficulty in exerting self-control, they take a long time to house-break… but on the other hand they are also a lot “softer” than dachshunds, with less problems among them and eternal sweethearts! :)
In my Drever females, I’ve noticed that after their first heat they tend to change a lot, behaviorally – they become more extrovert, less shy, more “lady-like”. Kikko’s last sister is in heat right not, so this may be a sign that he is also starting to mature himself. Finally! ;)
In my Drever females, I’ve noticed that after their first heat they tend to change a lot, behaviorally – they become more extrovert, less shy, more “lady-like”. Kikko’s last sister is in heat right not, so this may be a sign that he is also starting to mature himself. Finally! ;)
(You have no idea what I'm talking about? No problem, just read the first part of the series,the second part of the series and the third part of the series)
Nova actualização sobre o Kikko
(English version above)
Há muito tempo que não passo por aqui, porque tenho andado super-ocupada nos meus empregos. Entretanto, já tive quem me perguntasse como andava o Kikko, pelo que achei que realmente já ia sendo tempo de fazer uma actualização…
Sabem aquele provérbio “só damos valor às coisas quando deixamos de as ter”? Neste caso é mais ao contrário, mas a ideia geral também se aplica.
Nos últimos 2 meses não tenho tido tempo para me dedicar a trabalhar com os meus cães como gostaria, acabando por nem fazer uma grande dessensibilização ao barulho do carro. No entanto, a pergunta sobre o ponto da situação pôs-me a pensar, sobretudo no que se tem passado nas últimas duas semanas… E apercebi-me que cada vez mais frequentemente, quando chego a casa, penso que o Kikko “morreu” ;), pois estaciono o carro e entro em casa sem ser presenteada com um coro de latidos desenfreados, ou com cada vez menos latidos e, sobretudo, mais controlados. Apercebi-me também que, neste mesmo espaço de tempo, ele anda muito mais controlado à trela, quando vai para o parque de recreio. Em vez de continuar a tentar “levantar voo”, quando a trela estica na coleira, anda a conseguir controlar-se e não ir a puxar – o que é bastante o meu braço agradece! E na hora de voltar para casa, já não se põe a comer erva como se fosse o digno representante de uma manada de vacas e não houvesse amanhã!
Ou seja, de uma forma geral, noto no Kikko um muito maior auto-controlo do que o que tinha antes!
(Pronto, ok, este fim-de-semana estão a haver alguns retrocessos, mas a minha mãe está a passar cá a Páscoa, pelo que tenho esperanças que sejam devidos ao entusiasmo do Kikko em a ter cá, e não uma situação de dois passos em frente, um atrás.)
Há pouco mais de uma semana, os latidos passaram por uma fase que parecia totalmente descontrolada, sendo mesmo difícil fazê-lo calar-se (normalmente basta-me simplesmente dar essa ordem). Porém, desde então tem havido dias em que nem sequer ladra! Ou seja, parece-me (ou seria melhor dizer espero?) que estamos a começar a caminhar para a extinção dos latidos associados à ansiedade…
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| Um macho Teckel grande à esquerda e uma fêmea Drever pequena à direita |
Tendo criado uma ninhada de Teckels e uma de Drevers (cães com basicamente o mesmo tipo morfológico e funções similares) com 15 dias de diferença de idade, foi possível fazer algumas comparações interessantes. Eu sei que é uma amostra muito pequena, mas também não há mais Drevers nesta ponta da Europa para comparar… mas parece-me, essencialmente, que em cachorros os Drevers tendem a ser mais imaturos que os Teckels, demorando mais tempo a desenvolver certos hábitos. Têm maior dificuldade em exercer auto-controlo, demoram muito tempo a aprender a não sujar em casa… mas em contrapartida também são muito mais “macios” que os Teckels, com menos problemas de convivência entre eles e uns eternos doces! :)
Nas minhas fêmeas Drever tenho notado que, após o primeiro cio, o seu carácter muda significativamente, ficam bastante mais extrovertidas, menos tímidas, mais “senhorinhas”. A última das irmãs do Kikko está neste momento em cio, pelo que isto poderá ser uma indicação que ele está também a começar a alcançar a maturidade. Finalmente! ;)
(Não faz ideia do que é que estou a falar? Isso resolve-se falcimente - veja a primeira parte da série, a segunda parte da série e a terceira parte da série)
sábado, 26 de março de 2011
Lessons for dog food sales representatives
(versão portuguesa abaixo)
Dog breeders are often contacted by dog food companies, trying to get them to switch to their brand(s) of kibble. Nothing out of the ordinary in that, that’s pretty much standard operating procedure. However, following a particularly frustrating (to say the least) recent couple of phone conversations and one e-mail, I decided to turn my rant about them into a “manual” for dog food salespersons, of mistakes not to make… or, as a friend called it, “Marketing for Dummies”! ;)
Remember it is you who are seeking a new client, it is not the potential client who contacted you. So:
1. Do not base you conversation about your brand of dog food on the price. Saying to a potential client “we want to know what brand of food you use so we can compete on the price” is not necessarily the best opening line and motto of the whole conversation. If you focus only on the price, the potential client may start to wonder about the quality of the food.
2. Even if your clients (who in theory are not as informed about dog food as you should be) say that “all premium foods are pretty much all the same”, that is not necessarily a good premise to base your conversation. After all, if you are selling a particular brand of food, you should be able to point out what’s the difference between it and the others.
3. You say you will send the prices by e-mail, but if the potential client asks you for more information – nutritional table, ingredients, special conditions for breeders – also send that information. That may be information you usually only send on a 2nd or 3rd contact, but if the potential client asks you for it and you do not send it, you may have ruined your chances at a 2nd or 3rd contact. Even if your price is better, the quality of the food will naturally be influential. And the conditions offered to the breeder – for each X bags bought you offer Y, advertising space, etc., can and will be a tie-breaker!
3a. Do not limit yourself to sending what you send to 95% of the clients because they “only” care about the price. There will be potential clients who want other information, and you need to adapt to that. Maybe it is only a minority, but everyone is a potential client (remember, you seeked them out, not the other way around!). And besides, often the most enquiring people are those who are a source of information and references to their peers (other potential clients)!
3b. Do not blame the person in the office sending the e-mail for the e-mail not getting everything the potential client asked for. As it is you contacting the client, it is your responsibility to ensure that the person receives what was requested!
3c. If you do not have the requested information about the quality of the food available to send by e-mail (and I am sure you can see the mistake in that, right?), ask for the person’s address and send the paper information. If the information is on a website, it will only take you 5 minutes to copy and paste the info from the site to an e-mail. Do not expect the potential client to do your homework for you!
3. When you do a follow-up phone call after the e-mail, it is bad policy to say “I’m sorry, I don’t remember your name”, that definitively does not help to build a confidence relationship! It will only take you a few seconds to read the name from the list when you’re dialing a number, so as not to embarrass yourself! And do not blame you having a list of hundreds of names to call for not checking the potential client’s name - that is your job!
Dog breeders are often contacted by dog food companies, trying to get them to switch to their brand(s) of kibble. Nothing out of the ordinary in that, that’s pretty much standard operating procedure. However, following a particularly frustrating (to say the least) recent couple of phone conversations and one e-mail, I decided to turn my rant about them into a “manual” for dog food salespersons, of mistakes not to make… or, as a friend called it, “Marketing for Dummies”! ;)
Remember it is you who are seeking a new client, it is not the potential client who contacted you. So:
1. Do not base you conversation about your brand of dog food on the price. Saying to a potential client “we want to know what brand of food you use so we can compete on the price” is not necessarily the best opening line and motto of the whole conversation. If you focus only on the price, the potential client may start to wonder about the quality of the food.
2. Even if your clients (who in theory are not as informed about dog food as you should be) say that “all premium foods are pretty much all the same”, that is not necessarily a good premise to base your conversation. After all, if you are selling a particular brand of food, you should be able to point out what’s the difference between it and the others.
3. You say you will send the prices by e-mail, but if the potential client asks you for more information – nutritional table, ingredients, special conditions for breeders – also send that information. That may be information you usually only send on a 2nd or 3rd contact, but if the potential client asks you for it and you do not send it, you may have ruined your chances at a 2nd or 3rd contact. Even if your price is better, the quality of the food will naturally be influential. And the conditions offered to the breeder – for each X bags bought you offer Y, advertising space, etc., can and will be a tie-breaker!
3a. Do not limit yourself to sending what you send to 95% of the clients because they “only” care about the price. There will be potential clients who want other information, and you need to adapt to that. Maybe it is only a minority, but everyone is a potential client (remember, you seeked them out, not the other way around!). And besides, often the most enquiring people are those who are a source of information and references to their peers (other potential clients)!
3b. Do not blame the person in the office sending the e-mail for the e-mail not getting everything the potential client asked for. As it is you contacting the client, it is your responsibility to ensure that the person receives what was requested!
3c. If you do not have the requested information about the quality of the food available to send by e-mail (and I am sure you can see the mistake in that, right?), ask for the person’s address and send the paper information. If the information is on a website, it will only take you 5 minutes to copy and paste the info from the site to an e-mail. Do not expect the potential client to do your homework for you!
3. When you do a follow-up phone call after the e-mail, it is bad policy to say “I’m sorry, I don’t remember your name”, that definitively does not help to build a confidence relationship! It will only take you a few seconds to read the name from the list when you’re dialing a number, so as not to embarrass yourself! And do not blame you having a list of hundreds of names to call for not checking the potential client’s name - that is your job!
Lições para os representantes de marcas de ração
(english version above)
Os criadores de cães são frequentemente contactados por empresas que vendem ração para cães, tentando convencê-los a mudar para a(s) sua(s) marca(s) de ração. Isto é um procedimento normal. No entanto, após um par de telefonemas e um e-mail no mínimo particularmente frustrantes, decidi transformar o meu desabafo num “manual” para os representantes das empresas de ração, relativo aos erros a evitar… ou, como uma amiga lhe chamou, “Marketing para Totós”! ;)
Lembre-se, é você que está à procura de um novo cliente, não é o potencial cliente que o contactou. Logo:
1. Não baseie a sua conversa sobre a sua marca de ração no preço. Dizer a um potencial cliente “queremos saber que marca de ração usa para podermos competir no preço” não é necessariamente a melhor frase de abertura nem o tema da conversa. Se se focar apenas no preço, o potencial cliente pode começar a ter dúvidas sobre a qualidade da ração.
2. Mesmo que os seus clientes (que teoricamente não estão tão informados sobre ração como você deve estar) lhe digam que “todas as rações premium são basicamente a mesma coisa”, essa não é necessariamente uma boa premissa para basear a sua conversa. Afinal, se está a vender uma dada marca de ração, deve ser capaz de indicar o que a diferencia das outras.
3. Você diz que irá enviar os preços por e-mail, mas se o potencial cliente lhe pedir para enviar mais informação – tabela nutricional, ingredientes, condições especiais para criadores – envie também essa informação. Essa pode ser informação que normalmente apenas envia num 2º ou 3º contacto, mas se o potencial cliente lha pede e você não a envia, pode ter arruinado as suas hipóteses de haver um 2º ou 3º contacto. Mesmo que o seu preço seja melhor, a qualidade da ração irá naturalmente ser influente. E as condições oferecidas ao criador – para cada X sacos comprados oferecem-se Y, publicidade, etc., podem ser, e sê-lo-ão, um factor de desempate!
3a. Não se limite a enviar o que envia a 95% dos clientes porque eles “apenas” se preocupam com o preço. Irá encontrar potenciais clientes que querem outra informação, e terá de se adaptar a isso. Talvez sejam uma minoria, mas todos são potenciais clientes (lembre-se, foi você que os procurou, não o contrário!). Além disso, normalmente as pessoas que colocam mais questões são uma fonte de informações e referência para os seus pares (outros potenciais clientes)!
3b. Não culpe a pessoa no escritório que enviou o e-mail por o e-mail não ter tudo o que o potencial cliente pediu. Uma vez que é você a contactar o cliente, é sua responsabilidade assegurar que ele recebe o que foi pedido!
3c. Se não tiver a informação pedida sobre a qualidade da ração disponível para enviar por e-mail (e tenho a certeza que consegue ver o erro nisso, certo?), peça a morada da pessoa e envie a informação em papel. Se a informação estiver disponível num website, só lhe demora 5 minutos para a copiar e colar num e-mail. Não espere que o potencial cliente faça o seu trabalho por você!
3. Quando faz um telefonema de seguimento, após o envio do e-mail, não é uma boa ideia dizer “desculpe, não me lembro do seu nome”, isso definitivamente não ajuda a estabelecer uma relação de confiança! Apenas demora uns segundos ler o nome da lista, quando está a marcar o número, e evita envergonhar-se! E não atribua ao facto de a lista ter centenas de nomes a culpa de não ter verificado o nome do potencial cliente – esse é o seu trabalho!
Os criadores de cães são frequentemente contactados por empresas que vendem ração para cães, tentando convencê-los a mudar para a(s) sua(s) marca(s) de ração. Isto é um procedimento normal. No entanto, após um par de telefonemas e um e-mail no mínimo particularmente frustrantes, decidi transformar o meu desabafo num “manual” para os representantes das empresas de ração, relativo aos erros a evitar… ou, como uma amiga lhe chamou, “Marketing para Totós”! ;)
Lembre-se, é você que está à procura de um novo cliente, não é o potencial cliente que o contactou. Logo:
1. Não baseie a sua conversa sobre a sua marca de ração no preço. Dizer a um potencial cliente “queremos saber que marca de ração usa para podermos competir no preço” não é necessariamente a melhor frase de abertura nem o tema da conversa. Se se focar apenas no preço, o potencial cliente pode começar a ter dúvidas sobre a qualidade da ração.
2. Mesmo que os seus clientes (que teoricamente não estão tão informados sobre ração como você deve estar) lhe digam que “todas as rações premium são basicamente a mesma coisa”, essa não é necessariamente uma boa premissa para basear a sua conversa. Afinal, se está a vender uma dada marca de ração, deve ser capaz de indicar o que a diferencia das outras.
3. Você diz que irá enviar os preços por e-mail, mas se o potencial cliente lhe pedir para enviar mais informação – tabela nutricional, ingredientes, condições especiais para criadores – envie também essa informação. Essa pode ser informação que normalmente apenas envia num 2º ou 3º contacto, mas se o potencial cliente lha pede e você não a envia, pode ter arruinado as suas hipóteses de haver um 2º ou 3º contacto. Mesmo que o seu preço seja melhor, a qualidade da ração irá naturalmente ser influente. E as condições oferecidas ao criador – para cada X sacos comprados oferecem-se Y, publicidade, etc., podem ser, e sê-lo-ão, um factor de desempate!
3a. Não se limite a enviar o que envia a 95% dos clientes porque eles “apenas” se preocupam com o preço. Irá encontrar potenciais clientes que querem outra informação, e terá de se adaptar a isso. Talvez sejam uma minoria, mas todos são potenciais clientes (lembre-se, foi você que os procurou, não o contrário!). Além disso, normalmente as pessoas que colocam mais questões são uma fonte de informações e referência para os seus pares (outros potenciais clientes)!
3b. Não culpe a pessoa no escritório que enviou o e-mail por o e-mail não ter tudo o que o potencial cliente pediu. Uma vez que é você a contactar o cliente, é sua responsabilidade assegurar que ele recebe o que foi pedido!
3c. Se não tiver a informação pedida sobre a qualidade da ração disponível para enviar por e-mail (e tenho a certeza que consegue ver o erro nisso, certo?), peça a morada da pessoa e envie a informação em papel. Se a informação estiver disponível num website, só lhe demora 5 minutos para a copiar e colar num e-mail. Não espere que o potencial cliente faça o seu trabalho por você!
3. Quando faz um telefonema de seguimento, após o envio do e-mail, não é uma boa ideia dizer “desculpe, não me lembro do seu nome”, isso definitivamente não ajuda a estabelecer uma relação de confiança! Apenas demora uns segundos ler o nome da lista, quando está a marcar o número, e evita envergonhar-se! E não atribua ao facto de a lista ter centenas de nomes a culpa de não ter verificado o nome do potencial cliente – esse é o seu trabalho!
domingo, 20 de março de 2011
Hot and Cold
(versão portuguesa abaixo)
Although the Barbado da Terceira comes from an island with a relatively hot climate, it does not fear heat or cold. The dogs love the snow, as you can see in the video above. I have a female living in Finland, and even there her owner says she loves the snow.
The breed’s thick undercoat provides good thermal insulation. If the dog’s coat is properly maintained, water and ice will hardly reach the skin. However, naturally you should dry the animals after they have been out in the snow, to avoid the body’s cooling, as water can accumulate in the outer coat. You should also check for snow balls between the toes.
The coat also provides a good insulation in the summer. Traditionally, long-haired bearded dogs are clipped in the beginning of the warm season. However, if the coat is well kept and regularly brushed, the coat and undercoat will be loose, allowing for the proper airing of the skin without compromising the thermal insulation provided by the undercoat.
When partial shearing is done (without cutting the hair very short) because people think that the dog will be hot in the warm season, it is usually the outer coat that is clipped and the undercoat remains intact. However, it is the undercoat that is responsible for the thermal insulation, so cutting just the outer coat will not significantly influence heat regulation. Keeping the coat in good condition will, even without clipping it!
Although the Barbado da Terceira comes from an island with a relatively hot climate, it does not fear heat or cold. The dogs love the snow, as you can see in the video above. I have a female living in Finland, and even there her owner says she loves the snow.
The breed’s thick undercoat provides good thermal insulation. If the dog’s coat is properly maintained, water and ice will hardly reach the skin. However, naturally you should dry the animals after they have been out in the snow, to avoid the body’s cooling, as water can accumulate in the outer coat. You should also check for snow balls between the toes.
The coat also provides a good insulation in the summer. Traditionally, long-haired bearded dogs are clipped in the beginning of the warm season. However, if the coat is well kept and regularly brushed, the coat and undercoat will be loose, allowing for the proper airing of the skin without compromising the thermal insulation provided by the undercoat.
When partial shearing is done (without cutting the hair very short) because people think that the dog will be hot in the warm season, it is usually the outer coat that is clipped and the undercoat remains intact. However, it is the undercoat that is responsible for the thermal insulation, so cutting just the outer coat will not significantly influence heat regulation. Keeping the coat in good condition will, even without clipping it!
Quente e Frio
(versão inglesa acima)
Apesar de o Barbado da Terceira ser proveniente de uma ilha com um clima relativamente quente, não teme nem o calor nem o frio. Os cães adoram a neve, como se pode ver no vídeo acima. Tenho uma fêmea a viver na Finlândia, e mesmo aí a sua dona diz que a cadela adora andar na neve.
O denso sub-pelo que a raça possui fornece um bom isolamento térmico. Se a pelagem do cão for mantida em condições adequadas, dificilmente a água e gelo chegarão à pele. No entanto, deve naturalmente ter-se o cuidado de secar os animais depois de andarem na neve, para evitar o arrefecimento do corpo, pois a água poderá acumular-se na pelagem exterior, e verificar se não ficam bolas de neve entre os dedos.
O pelo também fornece um bom isolamento no Verão. Tradicionalmente, os cães de pastoreio de pelo comprido e barbudos são tosquiados no início da época quente. Porém, se a pelagem for mantida em boas condições e penteada a fundo regularmente, o pelo e sub-pelo ficarão soltos, permitindo um bom arejamento da pelagem sem comprometer o isolamento térmico fornecido pelo sub-pelo.
Quando se faz uma tosquia parcial (sem ser cortando o pelo curto), por se achar que o cão terá calor na época quente, normalmente o que se corta é o pelo exterior, mantendo o sub-pêlo intacto. Ora, este é que é o responsável pelo isolamento térmico, pelo que cortar apenas o pelo de fora não irá influenciar significativamente a regulação da temperatura. Manter a pelagem em boas condições fá-lo-á, mesmo sem tosquia!
Apesar de o Barbado da Terceira ser proveniente de uma ilha com um clima relativamente quente, não teme nem o calor nem o frio. Os cães adoram a neve, como se pode ver no vídeo acima. Tenho uma fêmea a viver na Finlândia, e mesmo aí a sua dona diz que a cadela adora andar na neve.
O denso sub-pelo que a raça possui fornece um bom isolamento térmico. Se a pelagem do cão for mantida em condições adequadas, dificilmente a água e gelo chegarão à pele. No entanto, deve naturalmente ter-se o cuidado de secar os animais depois de andarem na neve, para evitar o arrefecimento do corpo, pois a água poderá acumular-se na pelagem exterior, e verificar se não ficam bolas de neve entre os dedos.
O pelo também fornece um bom isolamento no Verão. Tradicionalmente, os cães de pastoreio de pelo comprido e barbudos são tosquiados no início da época quente. Porém, se a pelagem for mantida em boas condições e penteada a fundo regularmente, o pelo e sub-pelo ficarão soltos, permitindo um bom arejamento da pelagem sem comprometer o isolamento térmico fornecido pelo sub-pelo.
Quando se faz uma tosquia parcial (sem ser cortando o pelo curto), por se achar que o cão terá calor na época quente, normalmente o que se corta é o pelo exterior, mantendo o sub-pêlo intacto. Ora, este é que é o responsável pelo isolamento térmico, pelo que cortar apenas o pelo de fora não irá influenciar significativamente a regulação da temperatura. Manter a pelagem em boas condições fá-lo-á, mesmo sem tosquia!
sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011
Drever na Exposição Mundial 2008 // Drever at World Dog Show 2008
Vídeo do julgamento da raça Drever (Fêmeas) na Exposição Canina Mundial na Suécia, em 2008. Participámos com a nossa Track-Action Lupiini, pois era uma oportunidade única de ver e competir com vários outros Drevers – sendo uma raça praticamente desconhecida fora da Escandinávia, é difícil ver outros exemplares “ao vivo e a cores”.
Podem ver-nos a partir do minuto 2:23. A Lupi é a 4ª cadela no alinhamento, a sua mãe Track-Action Certtu é a 2ª e a sua avó Mira pode ser vista a partir do minuto 3:13.
Video of the Drever (Females) judging at the World Dog Show in Sweden, 2008. We went there with our Drever Track-Action Lupiini, as it was an unique opportunity to see and compete with other Drevers – as the breed is virtually unknown outside of Scandinavia, it is difficult to see other dogs “in person”. You can see us from minute 2:23. Lupi is the 4th dog in the line-up, her mother Track-Action Certtu is 2nd and her grandmother Mira can be seen from minute 3:13.
Podem ver-nos a partir do minuto 2:23. A Lupi é a 4ª cadela no alinhamento, a sua mãe Track-Action Certtu é a 2ª e a sua avó Mira pode ser vista a partir do minuto 3:13.
Video of the Drever (Females) judging at the World Dog Show in Sweden, 2008. We went there with our Drever Track-Action Lupiini, as it was an unique opportunity to see and compete with other Drevers – as the breed is virtually unknown outside of Scandinavia, it is difficult to see other dogs “in person”. You can see us from minute 2:23. Lupi is the 4th dog in the line-up, her mother Track-Action Certtu is 2nd and her grandmother Mira can be seen from minute 3:13.
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